Continuam os protestos e manifestações na Bolívia. O governo cede, anunciando a convocação de um referendo e pedindo a colaboração da Igreja. Manifestantes reagem com criticismo e desconfiança.
Continuam os protestos e manifestações na Bolívia. O governo cede, anunciando a convocação de um referendo e pedindo a colaboração da Igreja. Manifestantes reagem com criticismo e desconfiança. O presidente Carlos Mesa estabeleceu para 16 de Outubro um referendo nacional sobre a autonomia regional e a convocação da assembleia Constituinte. ao mesmo tempo lançou um “respeitoso mas forte” apelo à igreja para que contribua ao diálogo nacional e à procura de uma saída do estado de crise.
Nas passadas semanas, milhares de manifestantes exigindo a convocação da assembleia Constituinte e a nacionalização dos recursos naturais, especialmente o petróleo e o gás. a decisão de Mesa responde a uma das exigências e deixa a nacionalização dos recursos nas mãos do parlamento.
De acordo com a imprensa local a mensagem do presidente foi recebida com criticismo tanto da direita como da esquerda. a convocação do referendo foi definida como inconstitucional pela rica província de Santa Cruz, que encabeça o grupo das províncias que já tomaram iniciativa para a administração autónoma e o controlo regional dos recursos dos seus territórios.
Espera-se ainda uma reacção por parte da igreja. No entanto é necessário algum tempo para avaliar as consequências do anúncio feito pelo presidente. Enquanto isso a manifestação é em grande escala, não só na capital, La Paz, mas também na zona suburbana de El alto e outras localidades.
Choques com a polícia e corte de estradas contribuem para uma atmosfera cada vez mais tensa. até ao momento não há notícia de vítimas mortais ou de ferimentos graves.

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