Governo do Zimbabué nega a necessidade de ajuda alimentar. acusa o mercado negro e actua com mão forte nos bairros mais desfavorecidos. a amnistia Internacional condena a actuação da polícia.
Governo do Zimbabué nega a necessidade de ajuda alimentar. acusa o mercado negro e actua com mão forte nos bairros mais desfavorecidos. a amnistia Internacional condena a actuação da polícia. O governo do Zimbabué disse ontem não precisar de ajuda alimentar internacional, apesar das previsões de uma crise humanitária que vai deixar quatro milhões de pessoas em risco de fome.
O ministro do bem-estar social, Nicholas Goche, disse à rádio que o país comprou 1. 2 mil toneladas de milho à África do Sul, e que não vai precisar de mais. No entanto ajuda alimentar suplementar seria bem-vinda.
O presidente do programa alimentar da Nações Unidas (ONU), James Morris, encontrou-se com o presidente Robert Mugabe para discutir o que ele definiu como “uma enorme crise humanitária”. Ele afirma que três a quatro milhões de habitantes do país vão precisar de ajuda alimentar, especialmente entre Dezembro e Março.
O governo, por seu lado, defende que a actual falta de géneros alimentares básicos, como os cereais e o açúcar, se deve ao açambarcamento e à especulação praticados pelo mercado negro.
a polícia deteve mais de 23 mil pessoas, a maior parte vendedores de rua, e queimaram ou demoliram milhares de quiosques em bairros de lata em todo o país, numa campanha descrita como uma limpeza e um ataque aos que tentam sabotar da economia. Este ataque foi condenado pela amnistia Internacional por ter deixado comunidades inteiras sem casa nem meios de sustento.
Goche disse à rádio estatal que o milho comprado à África do Sul é suficiente para aliviar a falta provocada pela seca. O Zimbabué não está a pedir ajuda alimentar, mas se chegar algum tipo de ajuda será bem-vindo.

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