O Congo é um dos países mais ricos em recursos naturais do mundo. Essa parece ser uma razão para a continuação do conflito armado que o país vive. a matemática do conflito: mais riqueza = mais guerra.
O Congo é um dos países mais ricos em recursos naturais do mundo. Essa parece ser uma razão para a continuação do conflito armado que o país vive. a matemática do conflito: mais riqueza = mais guerra. a febre do ouro alimenta atrocidades contra os direitos humanos na região nordeste do Congo, denunciou o Observatório dos Direitos Humanos (HRW). Os senhores da guerra locais e as companhias internacionais estão entre os que beneficiam d e acesso às áreas ricas em ouro, enquanto a população local sofre de limpeza étnica, tortura e violação.
O relatório, intitulado a maldição do ouro, documenta como os grupos armados locais cometem crimes de guerra e crimes contra a humanidade na luta pelo controlo das minas. Usam depois as receitas do ouro para financiar as suas actividades e comprar armas.
HRW dá detalhes de como uma companhia líder na actividade mineira, angloGold ashanti, parte do conglomerado mineiro internacional, anglo american, estabeleceu relações com um grupo armado local. a Frente Nacionalista e Integrista está a ajudá-los a ter acesso à zona rica em ouro.
a rota do ouro também foi identificada. é enviado para o Uganda, entrando assim no mercado internacional. Uma companhia de refinação de ouro Suiça, Metalor Technologies, comprava ouro no Uganda. Depois de troca de impressões e correspondência com o HRW a companhia anunciou a 20 de Maio a suspensão da compra de ouro a este país. HRW aplaudiu esta decisão.
“as corporações devem assegurar que as suas actividades apoiam a paz e o respeito pelos direitos humanos em áreas tão voláteis como o nordeste do Congo”, disse anneke Van Woudenberg, membro do HRW. “Os senhores da guerra locais usam recursos naturais para dar apoio às suas sanguinárias actividades. Qualquer apoio a estes grupos, directo ou indirecto, tem de acabar”.
“Temos esperança de que outras companhias seguirão o exemplo da Metalor”, disse Van Woudenberg. “Os problemas que documentámos não se restringem ao Congo, nem a uma companhia internacional. as regras que governam o comportamento corporativo têm que ser postas em prática, caso contrário não têm qualquer significado”.
EM agosto 2003 um grupo de especialistas das Nações Unidas (ONU) adoptou uma série de linhas de conduta em negócios com respeito aos direitos humanos, conhecidas como Normas da ONU. Reunia um crescente consenso da necessidade de responsabilidade corporativa, essas normas não foram ainda implementadas. a comunidade internacional também falhou na acção relativa ao ví­nculo entre a exploração dos recursos naturais e o conflito no Congo, preferindo ignorar os relatórios da ONU sobre o assunto.

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