as autoridades governamentais acusam de traição os reporteres dos meios de comunicação estrangeiros. Em causa estão as diferentes versões dos acontecimentos de 13 de Maio.
as autoridades governamentais acusam de traição os reporteres dos meios de comunicação estrangeiros. Em causa estão as diferentes versões dos acontecimentos de 13 de Maio. Jornalistas independentes e reporteres locais que trabalham para meios de comunicação estrangeiros enfrentam forte pressão governamental. Muitos deles testemunharam a violência na cidade de andijan, e o governo está preocupado pela perspectiva de uma investigação internacional às mortes de 13 de Maio.
O jornal governamental publicado em russo Pravda Vostoka ( a Verdade do Oriente) descreveu alguns reporteres locais de meios de comunicação estrangeiros como “mercenários dispostos a vender a sua terra natal por trinta moedas de prata”.
“Por quanto tempo vamos tolerar esta fantasia e provocação? Deviam aparecer na televisão nacional os nomes e fotografias de todos os jornalistas que tentam ganhar prestí­gio barato usando o sangue e o sofrimento do povo. Deixem o povo saber quem são os verdadeiros traidores”, escreveram Ikram Sadikov e Olim Sharipov, autores do artigo.
Segundo a versão oficial, a 13 de maio os militares abriram fogo contra os manifestantes, perdendo a vida 169 pessoas. Testemunhas, grupos de direitos humanos e oposição apresentam uma versão diferente, que tem eco principalmente nos meios de comunicação estrangeiros. De acordo com os testemunhos, o exército disparou indiscriminadamente contra a multidão de manifestantes matando de 500 a mil civis. as autoridades negam e acusam os meios de comunicação estrangeiros de divulgar mentiras.
as autoridade fizeram todos os esforços para manter os reporteres longe de andijan. além disso câmaras, cassetes e filmes foram confiscados. O presidente acusa os reporteres de se deixarem manipular por interesses estrangeiros.
“as autoridades do Uzbequistão estão a tentar isolar andijan do mundo”, disse Holly Carter, director do Observador dos Direitos Humanos (HRW) para a Europa e a Ásia Central. “Vão conseguir se os outros governos não insistirem numa investigação internacional completa e imediata”.

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