Sopram ventos de censura no Sudão. O país enfrenta uma delicada situação de deslocados vivendo em campos. a polícia é acusada de brutalidade. autoridades censuram o conteúdo de um jornal.
Sopram ventos de censura no Sudão. O país enfrenta uma delicada situação de deslocados vivendo em campos. a polícia é acusada de brutalidade. autoridades censuram o conteúdo de um jornal. O jornal Khartoum Monitor (KM) foi fechado pelas autoridades, por desacordo com dois artigos que o jornal planeava publicar. O chefe da redacção, William Ezekiel, recebeu um telefonema das forças de segurança pedindo que dois artigos fossem substituí­dos. ambos se referiam a confrontos entre deslocados e forças de segurança.
“O problema é a censura. O governo está a tentar controlar a nossa publicação e nós estamos a lutar”, disse Ezekiel. Quando se recusou a obedecer as forças de segurança ordenaram que o jornal desse dia não fosse impresso.
O confronto teve início quando oficiais de segurança tentaram realojar à força alguns deslocados. Rumores falam de mais de 30 mortos, entre polícias e deslocados. Um dos artigos referia a brutalidade das forças de segurança, sendo intitulado “Deixem de intimidar os inocentes”. O outro dava voz ao desespero de uma mãe que perdeu a filha de 13 anos num campo para deslocados.
O observador dos meios de comunicação, Jornalistas Sem Fronteira (JSF), condenou o incidente. ” a assinatura de acordos de paz no Sudão não pode mascarar a difícil situação que enfrentam os jornalistas. Em Khartoum a polícia de segurança do estado observa e censura os meios de comunicação privados. ”
“Se as autoridades sudanesas querem que as pessoas acreditem no seu declarado desejo de restaurar a paz e construir a democracia, têm de começar por respeitar as suas próprias leis e os tratados que assinaram. Têm de parar de mandar a polícia contra os jornais”, acrescentou o JSF.
O KM já voltou a resumir as suas funções e promete continuar a lutar contra a censura.

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