O conflito interno da Colômbia, nos últimos meses, subiu de tom . a guerrilha retomou as acções ofensivas, que têm por alvo os militares e as populações civis.
O conflito interno da Colômbia, nos últimos meses, subiu de tom . a guerrilha retomou as acções ofensivas, que têm por alvo os militares e as populações civis. Pelo menos 23 guerrilheiros e cinco militares perderam a vida, a 22 de Maio, em consequência da ofensiva do exército, em várias frentes, contra os guerrilheiros. Dos rebeldes mortos 21, pertenciam às Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (FaRC) e os restantes ao Exército de Libertação Nacional (ELN), segundo fontes militares.
O combate mais intenso registou-se numa zona rural do departamento de antioquia, a 250 quilómetros da capital, Bogotá. Num só dia, registaram-se seis combates. as FaRC são o grupo rebelde mais antigo do hemisfério sul. Contam com 17 mil combatentes e afirmam lutar por um sistema socialista para a Colômbia, país de 44 milhões de habitantes, com marcadas diferenças entre ricos e pobres.
Este país sul-americano, banhado por dois oceanos, exportador de petróleo, carvão, café e flores, enfrenta uma guerra civil, há mais de quatro décadas. anualmente perdem a vida milhares de pessoas, sendo frequentes os combates entre as forças armadas, os guerrilheiros e os paramilitares.
a guerrilha e os esquadrões paramilitares são internacionalmente considerados organizações terroristas. Os recursos para financiar os seus exércitos ilegais provêem, em grande parte, da produção e tráfego de droga.
O actual governo de Álvaro Uribe mantém uma campanha militar agressiva e dispendiosa contra os rebeldes. aumentou o número de efectivos do exército e da polícia, e, ao mesmo tempo, criou os informadores civis. Esta estratégia permitiu a recuperação do controlo de vastas áreas de montanha e da selva tropical, durante anos controladas pelos grupos armados ilegais.
No entanto, as FaRC reactivaram as suas acções hostis. Nos últimos meses, atacaram povoações e patrulhas das forças militares, tendo provocado a morte de mais de 200 militares, sem contar os civis mortos ou atingidos.

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