O Comité Ecuménico Internacional Católico e anglicano tornou público o documento “Maria: Graça e Esperança em Cristo”. Católicos e anglicanos chegam a acordo na definição do papel e importância de Maria.
O Comité Ecuménico Internacional Católico e anglicano tornou público o documento “Maria: Graça e Esperança em Cristo”. Católicos e anglicanos chegam a acordo na definição do papel e importância de Maria. Depois de décadas de trabalho, um Comité Ecuménico Internacional Católico e anglicano (Ceiac) dedicado a reduzir fosso entre as duas igrejas chegou a um acordo sobre o papel de Maria, a mãe de Jesus: ela é a serva do Senhor e sem pecado, mas não é fonte directa de salvação eterna.
O comité formado por 18 bispos, sacerdotes, religiosos e leigos de 10 países encontrou uma base comum para o lugar de Maria na devoção cristã, um tema crítico fonte de desentendimento entre as duas igrejas. Estiveram reunidos em Seattle, Estados Unidos, desde o dia 3 de Maio, fazendo público o acordo “Maria: Graça e Esperança em Cristo” no dia 16 de Maio. Informação sobre o acordo foi publicada no jornal australiano “The Sydney Morning Herald”.
No documento fica claro que alguns ensinamentos papais sobre a assumpção e a Imaculada Conceição são consistentes com o que encontramos na Bíblia. Maria é o principal discí­pulo de Cristo, com um papel especial na história da salvação. Ela é a mãe de Deus incarnado, a mãe da santidade, fé e obediência para todos os cristãos e uma figura profética da igreja.
No entanto, não é um caminho de salvação por si só. Historicamente os anglicanos vêm em Maria uma inspiração e discí­pulo exemplar mas criticam os católicos por enaltecer excessivamente o poder e papel de Maria. O Ceiac procurou reconciliar a imagem bí­blica de Maria com a antiquí­ssima tradição cristã. Disse que a prática de pedir a intercessão de Maria e dos santos não é factor de divisão das igrejas.
Não fica claro o entendimento das chamadas “revelações privadas”, as mais famosas delas são as aparições em Lourdes e em Fátima. “Concordamos que a doutrina e devoção que se centra em Maria… tem que ser moderada por normas claras que garantam o papel único e central de Cristo… e que só Cristo, junto com o Pai e o Espírito Santo é para ser adorado na igreja”, diz o documento.
O comité admite que não ficam resolvidas todas as questões que separam as duas igrejas. Restam as difíceis questões da autoridade papal, da força dos dogmas e a sua relevância para o entendimento das escrituras.

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