Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pede ao Estado que cumpra com as promessas, para que as instituições possam continuar a responder aos casos de urgência social
Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pede ao Estado que cumpra com as promessas, para que as instituições possam continuar a responder aos casos de urgência social a crise tem credibilizado a Igreja, pelas suas múltiplas instituições sociais. É ai que está perto daqueles que precisam. É ai que prova que está do lado de Jesus Cristo, não apenas com palavras, por mais belas que sejam, mas com gestos concretos. a Igreja quer ser um parceiro na resposta às urgências sociais, mas para isso, precisa que o governo ponha em prática a boa vontade manifestada, afirmou esta terça-feira, em Fátima, o padre Manuel Morujão. Segundo o porta-voz da CEP, que reuniu com os jornalistas no final do Conselho Permanente da CEP, as instituições ligadas à Igreja estão a sentir enorme dificuldade em responder ao número crescente de pedidos de ajuda, porque as verbas prometidas pelo Estado não têm chegado. Há centenas de centros sociais e cerca de 400 misericórdias no país e todas têm sentido dificuldade em responder às pessoas que lhes batem à porta. O Estado terá que olhar para aqueles que estão no terreno, próximo das pessoas, a ajudá-las a ultrapassar a crise. a Igreja não vê má vontade na atitude do governo, mas pede um comportamento mais cooperante para poder continuar a responder a essas emergências sociais. Os pobres são sempre uma prioridade para a Igreja e queremos ser parte da solução independentemente de qualquer credo religioso ou ideologia, acrescentou o sacerdote, que aproveitou para aplaudir a bondade dos portugueses, no último peditório da Cáritas. Foram angariados 300 mil euros, ou seja, mais 25% do que na campanha do ano passado. É um elogio para o povo português, que nas dificuldades, nas crises, soube responder com uma mais valia de generosidade.