Ordem constitucional continua por repor, apesar dos apelos internacionais. Militares revoltosos querem governo de transição
Ordem constitucional continua por repor, apesar dos apelos internacionais. Militares revoltosos querem governo de transiçãoO secretário-geral da ONU Ban Ki-moon veio expressar a sua preocupação com o facto de que, apesar dos apelos da comunidade internacional para o restabelecimento imediato da ordem constitucional na Guiné-Bissau, os líderes do golpe de Estado da semana passada, continuarem a aprofundar a crise política com o anúncio de planos para estabelecerem um governo de transição. Isto é particularmente preocupante porque vem num momento em que o povo da Guiné-Bissau se preparava para, em eleições multipartidárias democráticas, eleger um novo presidente, disse Ki-moon, num comunicado divulgado pelo seu porta-voz. Militares guineenses tomaram o poder em Bissau, capital de um país que tem sido fustigado por golpes, instabilidade e desgoverno político desde que obteve a independência de Portugal em 1975. Na última quinta-feira, soldados rebelaram-se e prenderam o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, candidato presidencial.