Há quem diga que papa morto, papa posto, mas os acontecimentos das últimas três semanas falam de uma viragem histórica que vai bem para além da personalidade de um ou outro papa.
Há quem diga que papa morto, papa posto, mas os acontecimentos das últimas três semanas falam de uma viragem histórica que vai bem para além da personalidade de um ou outro papa. Por aquilo que me foi dado ver e ouvir, as últimas semanas foram um momento único na história da Igreja Católica, no mundo e aqui no Quénia. Um papa morto recebe uma salva de palmas, assim como as recebe o novo papa. O mundo está de facto sedento de luz e de vida. Depois de ter visto e ouvido tanto sobre o papa e sobre o papado, pergunto-me. “E eu, ando ao sabor da notícia, ou vejo nestes acontecimentos uma nova aurora missionária?”

Quando, a 20 de abril, um jornal diário de Nairobi apresentava em primeira página Bento XVI e o título “TEMOS PaPa”, a minha primeira reacção foi retorquir: “Não o tendes, não, meus senhores; quem o tem somos nós, os Católicos!”. Mas pensando bem, esta é uma realidade nova, uma reviravolta histórica. aqueles que, não há muito, diziam que nós chamamos santo a um pobre mortal e honramos a criatura em desvantagem do criador, prezam-se agora de terem um papa. Deus seja louvado!

Nunca, como nestes tempos, notei tão claramente a ânsia de pessoas que, com o agir mais do que por palavras, dizem. “Eu quero ser ovelha do seu rebanho”. Este é, de facto, um desafio à missão e ao missionário. Dar as boas-vindas àquelas ovelhas que nem sequer sabiam que o eram e, agora, quase sem querer, dizem: “Temos Pastor”.

Com este simples raciocí­nio, desci das altas esferas da teologia à simples lógica da vida missionária. Tenho muitas outras ovelhas, – dizia Jesus. a porta está aberta, diz Bento XVI e diz o missionário.

tobiasoliveira@fatimamissionaria.pt

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