Mais de 13 milhões de habitantes da região do Sahel estão em risco de sofrer uma grave crise alimentar, no oeste e centro africanos. a situação pode provocar uma grave emergência humanitária se não houver uma reação imediata
Mais de 13 milhões de habitantes da região do Sahel estão em risco de sofrer uma grave crise alimentar, no oeste e centro africanos. a situação pode provocar uma grave emergência humanitária se não houver uma reação imediata a combinação letal de fatores, como os altos preços dos alimentos, a seca, a pobreza arraigada e os conflitos regionais, levou países como o Chade, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e o norte do Senegal a enfrentarem mais uma vez a ameaça de uma grave crise, alerta a Oxfam, organização não governamental inglesa (ONG). a situação poderá levar a uma emergência humanitária em grande escala, considerando que a região já regista taxas de desnutrição entre os 10 e 15 por cento. Nalgumas regiões, como no Chade, a situação é tão crítica que várias comunidades destruíram formigueiros para comer o grão que as formigas armazenaram. Para fazer frente a esta emergência, é necessária uma intervenção urgente da comunidade internacional. as Nações Unidas lançam o alerta e informam que são necessários 720 milhões de dólares para os países do Sahel, enquanto a Oxfam confirma que precisa de 38 milhões de dólares para um milhão de pessoas em situação de maior risco. Uma quantia que poderá aumentar com o avanço da crise, avisou a Oxfam. É necessário fornecer água e alimentos, serviços de higiene e sanitários, entre outras ajudas, para socorrer os mais vulneráveis. Se o socorro não chegar rapidamente, muitos habitantes de várias regiões do Chade terão de abandonar as suas aldeias dentro de um mês, afirmou a ONG. Os preços da alimentação aumentaram notavelmente nos últimos 12 meses e poderão subir até 30 por cento, no pico da época da fome, em julho. a organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FaO) afirma que a produção agrícola dos países do Sahel caiu 25 por cento, no ano passado. Na Mauritânia e no Chade, as colheitas registaram uma baixa que ultrapassou os 50 por cento, em relação ao ano passado. a ONU explica que os conflitos rebeldes no Mali e noutros países pioraram a crise. Os confrontos entre o exército e os rebeldes tuareg obrigaram, desde janeiro, mais de 170 mil pessoas a abandonarem os seus lares. Quase 50 mil fizeram-no nas últimas duas semanas.