as mulheres marginalizadas das zonas rurais enfrentam grandes dificuldades para fazer respeitar os seus direitos, mas também para se desenvolverem a nível pessoal, adverte Irina Bokova, diretora da UNESCO
as mulheres marginalizadas das zonas rurais enfrentam grandes dificuldades para fazer respeitar os seus direitos, mas também para se desenvolverem a nível pessoal, adverte Irina Bokova, diretora da UNESCOPor ocasião do Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de março, a UNESCO (agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) lembra a situação de vulnerabilidade em que vivem as mulheres das zonas rurais. 60 por cento das pessoas que sofrem com a fome crónica no mundo são raparigas e mulheres, adianta a organização. as disparidades entre o campo e a cidade são muito grandes. Por exemplo, no Burkina-Faso, em África, apenas 22 por cento das meninas das zonas rurais vão à escola primária contra 72 por cento das meninas que vivem nas cidades. as mulheres e crianças das zonas rurais são as que têm mais dificuldades em aceder à educação. a UNESCO calcula que cerca de 80 por cento dos 67 milhões de crianças que não vão à escola habitam em áreas rurais; a grande maioria são meninas. as taxas de analfabetismo no campo são duas vezes mais elevadas do que nas cidades, nomeadamente entre as mulheres. a falta de oportunidades educativas trava o crescimento económico rural. Cuidar da educação das mulheres e das raparigas é imprescindível para atingir a igualdade de género e erradicar a pobreza, defende.