O presidente do Brasil faz uma ronda de visitas a países africanos, para potenciar os laços económicos e culturais entre os dois continentes. O desenvolvimento está na mira dos países da região.
O presidente do Brasil faz uma ronda de visitas a países africanos, para potenciar os laços económicos e culturais entre os dois continentes. O desenvolvimento está na mira dos países da região. O Brasil assinará vários acordos com os cinco países africanos que serão visitados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 14 de abril. Segundo o ministro das relações exteriores, Celso amorim, em alguns países o objectivo será comercial, noutros cultural ou político.

“Procuramos ter uma relação equilibrada, sem discriminar países grandes e pequenos”, declarou o presidente no Domingo, ao chegar à República de Camarões. a missão inclui a Nigéria, o Gana, a Guiné-Bissau e o Senegal.

Já durante a sua campanha Política, Lula da Silva colocou a África como prioridade da Política externa. O presidente brasileiro já visitou 14 países africanos, desde o início do seu mandato. Neste período, o intercâmbio comercial entre o Brasil e a África deu um salto. Segundo dados oficiais as exportações brasileiras para a região cresceram 48,2 por cento e as importações 88,75 por cento, isto em relação a 2003. Prova de que os mercados não se limitam aos Estados Unidos e à Europa!

Segundo Celso amorim, os temas mais importantes em matéria de cooperação são a pesquisa, educação e saúde. Também há grandes possibilidades de ser assinado um acordo de transferência de tecnologia para laboratórios de anti-retrovirais.

Os temas multilaterais devem estar na agenda em todos os países a visitar. a reforma das Nações Unidas (ONU), segundo o ministro, será tratada, pois é um tema que está na ordem do dia. Há a possiiblidade de se abrir uma vaga no conselho de segurança da ONU para a américa Latina e o Brasil busca apoio para ocupá-la.

Lula da Silva ouviu do presidente camaronês, Paul Byia, palavras de apoio ao pedido de apoio do Brasil. Lula da Silva retribuiu, afirmando que é “inaceitável que continentes inteiros, como a África, com 54 países e centenas de milhões de habitantes, não tenham representação num conselho de segurança renovado”.

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