adeus ao Papa que, como Cristo, se curvou sobre a humanidade. Homenagem da Fátima Missionária e dos seus leitores e amigos ao Papa missionário.
adeus ao Papa que, como Cristo, se curvou sobre a humanidade. Homenagem da Fátima Missionária e dos seus leitores e amigos ao Papa missionário. – Curvou-se ao chão de cada país que visitava e beijava.

– No beijo de cada chão estava o beijo a uma cultura, a todo um povo.

– Com os seus dramas.

– Com as suas esperanças.

– Com as suas dores.

– Com suas ânsias de liberdade, dignidade e paz.

– No beijo a cada irmão, estava uma semente do Reino.

– No braço estendido a cada religião, estava uma promessa de fraternidade

– Na visita que fizeste à sinagoga judaica, estava a vontade de abrir mais uma porta à comunhão e pedir perdão!

– No perdão concedido ao teu agressor ali agca, testemunhavas diante do mundo a possibilidade real do perdão e da reconciliação.

– Na bala deixada na coroa de Nossa Senhora de Fátima, na Capelinha das aparições, vislumbramos a protecção que encontramos em Maria, mãe do Consolador.

– No ursinho de peluche que recebeste das mãozinhas daquela criança e com felicidade mostraste ao mundo, afirmaste a ingenuidade e a inocência dos pequenos desta terra.

– Em cada pedido de paz, estava um clamor: calem-se as armas!

– Em cada palavra aos jovens, respirava-se a primavera e o futuro já presente da Igreja.

– No grito pela vida, sentia-se a dor do parto da VIDa-DOM de Deus e em Deus.

– Em cada gesto de coragem ecoava o desafio a nós lançado: NíƒO TENHaM MEDO!

Parece que nos sussurras ao ouvido agora mais que nunca:

– O mundo precisa de Deus!

– O mundo está sedento de transcendência!

– abri as portas ao Redentor!

Um exército de beatos e beatas, santos e santas de Deus, por ti beatificados e canonizados ao longo de 26 anos de pontificado, te esperam de braços abertos no céu, prontos para fazer a festa dos bem-aventurados do Reino.
Logo na entrada do céu estão os teus dois acólitos predilectos: o Francisco e a Jacinta. Um pouco distraí­dos, sim!, numa alegre conversa com a Irmã Lúcia, pastorinha como eles e que há poucas semanas partiu também para a casa do Pai.

Dizem por aqui que o número 13 de Fátima, lugar que levavas especialmente no coração, continuou presente até ao último instante. No dia em que nos deixaste: 02-4-2005 (2+4+2+5=13) e também na hora da morte: 21:37 (2+1+3+7=13), hora de Roma. Mas isso é o que menos importa. a Maria que nos ensinaste a amar mais, vai ensinar-nos também a nós a sermos discípulos do seu próprio Filho, como ela e como tu souberam ser.

Lembra-te de nós! Intercede por nós!
Que saibamos imitar o teu ardor missionário.
E que as portas que escancaraste para o mundo: como o diálogo inter-religioso, o ecumenismo, o clamor pela vida, o uso, sem rodeios, dos meios de comunicação social, entre outras, jamais alguém ouse fechar.
Obrigado amigo e irmão na fé!

adeus Karol Wojtyla
adeus João de Deus
adeus João Paulo II

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