“Vigiai… ” é o convite que nos deixa João Paulo II. Num testamento escrito entre 6 de Março de 1979 e 17 de Março de 2000 deixa-nos o seu legado. “Totus Tuus”: tudo nas mãos de Deus e de Maria.
“Vigiai… ” é o convite que nos deixa João Paulo II. Num testamento escrito entre 6 de Março de 1979 e 17 de Março de 2000 deixa-nos o seu legado. “Totus Tuus”: tudo nas mãos de Deus e de Maria. “Vigiai pois, porque não sabeis em que dia virá o Senhor” (Mt 24:42). assim começa o testamento do Papa João Paulo II. Parte importante do seu legado é o sentido da morte, “todos devemos ter presente a perspectiva da morte”. a vida para ele foi uma dádiva e uma preparação para esse momento.

Em 1980 escreveu: ” a Igreja encontra-se num período de perseguição tal que não é em nada inferior à dos primeiros séculos”. Tantos mártires, tantos inocentes que morrem. O grande marco do seu pontificado foi a chegada ao terceiro milénio. Cumprindo os seus 80 anos perguntava-se se não era chegada a hora de dizer como o velho Simeão: “agora Senhor podes deixar o teu servo partir em paz… ”

Mas imediatamente recorda o atentado do dia 13 de Maio de 1981. ” a Divina Providência salvou-me da morte de maneira milagrosa. ” E pediu ao Senhor que o ajudasse a reconhecer por quanto tempo mais devia continuar o seu serviço.

ao olhar para o milénio que se encerrava dá graças a Deus pelo dom do Concílio Vaticano II. Considera este Concílio “um grande presente” de Deus para toda a Igreja. Mostra-se também muito consciente da mudança que ocorreu no mundo em 1989. a guerra-fria acabou. Há novos problemas e dificuldades mas “a última década do século passado esteve livre das tensões anteriores”. Nomeadamente a possibilidade de um conflito nuclear “cujo perigo esteve tão presente”.

as suas últimas vontades são muito simples. “Não deixo qualquer propriedade de que seja necessário dispor. Quanto às coisas de meu uso diário, peço que sejam distribuí­das como parecer oportuno. as minhas notas pessoais devem ser queimadas. ” Deseja ser sepultado “em terra”, não num sarcófago. Quanto ao lugar chegou a mencionar Krakow e o Concílio geral do episcopado polaco. Mas acabou por deixar a decisão final ao Colégio dos Cardeais.

Finalmente os agradecimentos, onde João Paulo mostra o seu grande coração e Espírito ecuménico.começa por agradecer a “longa e compreensiva colaboração e ajuda” de Stanislaw, o seu secretário.

E continua: “Como posso não abraçar todos os bispos do mundo, com quem me encontrei nas sucessivas visitas apostólicas.como posso não recordar tantos irmãos cristãos ” não católicos! E o Rabi de Roma e os numerosos representantes de religiões não-cristãs. E os vários representantes do mundo da cultura, ciência, Política e meios de comunicação social.

O Papa sente o seu fim que se aproxima volta “í  memória do princípio, os meus pais, o meu irmão e a minha irmã (que eu não conheci porque morreu antes do meu nascimento), à paróquia de Wadowice, onde fui baptizado… ”

Para si mesmo só pediu “Santas Missas e orações”. Para todos nós: “Que Deus vos recompense. ”

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