Os países das Nações Unidas prestam homenagem ao Papa durante a sua assembleia-geral. Representantes dos vários grupos falam do Papa, da sua vida exemplar e dos desafios que ele deixou.
Os países das Nações Unidas prestam homenagem ao Papa durante a sua assembleia-geral. Representantes dos vários grupos falam do Papa, da sua vida exemplar e dos desafios que ele deixou. a assembleia-geral das Nações Unidas (ONU) no dia 6 de abril pagou tributo ao Papa ficando todos de pé e em silêncio durante um minuto. Depois deste minuto o presidente da assembleia, Jean Ping, do Gabão, ofereceu as suas condolências ao Vaticano, a todos os católicos e a todos os que foram tocados e inspirados pela vida do Pontífice.

Em seguida os representantes de cada região prestaram homenagem ao homem a quem o embaixador do Malawi, falando por África, chamou a personificação da compaixão por ter representado os pobres, os sem voz, os marginalizados, os desesperados e os oprimidos.

Em nome dos estados asiáticos o embaixador do reino do Butão chamou ao papa não só guia espiritual da Igreja Católica, mas verdadeiro líder para todos, que dedicou a vida à causa da paz, harmonia e justiça.

O embaixador da Estónia, em nome de todos os estados da Europa de Leste, disse que João Paulo II foi um grande humanista e protector da moralidade, que dedicou a sua vida à libertação espiritual, à moral e à tolerância.

Falando em nome da américa Latina e das Caraí­bas o embaixador de Trinidad e Tobago definiu o Pontífice como uma figura genuinamente carismática com uma força enorme para o bem no mundo, cuja influência foi muito além da Igreja Católica.

O embaixador da Suécia, em nome do grupo da Europa Ocidental, disse que o Papa seria lembrado de um modo particular pelo seu papel na unificação de toda a Europa.

Falando em nome da Organização da Conferência Muçulmana, o embaixador da Turquia disse que o Papa será recordado na comunidade internacional como um homem de paz, humanidade e compaixão. Um homem que personificou a fraternidade, a tolerância e a coexistência de todas as religiões.

O embaixador do Luxemburgo, em nome da Comunidade Europeia e países associados, lembrou que há quase 10 anos o Papa esteve presente na assembleia-geral e falou dos princípios da dignidade, liberdade, respeito pelos outros e solidariedade, com a ONU a desempenhar o papel de centro moral do mundo.

O embaixador da Polónia, terra natal de João Paulo II, saudou não só um grande homem, mas o maior Papa da história humana, cujas palavras e acções deveriam permanecer como orientações no esforço de fazer da ONU uma melhor organização.

Celestino Migliore, o observador da Santa Sé, lembrou que durante a sua primeira visita à ONU em 1979, o falecido Papa deu grande importância à colaboração com a ONU como o melhor lugar para enfrentar os grandes desafios da humanidade. Era seu desejo ver a ONU desenvolver estratégias mais eficientes que a guerra para resolver os problemas da humanidade.

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