João Paulo II é sem dúvida o Papa missionário. é a principal caracterí­stica do seu longo pontificado, cujo ponto culminante se manifesta na publicação da encí­clica, ” a Missão do Redentor”, em 1990.
João Paulo II é sem dúvida o Papa missionário. é a principal caracterí­stica do seu longo pontificado, cujo ponto culminante se manifesta na publicação da encí­clica, ” a Missão do Redentor”, em 1990. Mais de 150 viagens a 140 países, até às paragens mais remotas e difíceis do mundo, como a China, Vietname, Rússia, Birmânia, Iraque, Irão e outros países, distinguem o pontificado de João Paulo II.

Como ele próprio escreveu em 1981, trata-se de uma opção de pastor da Igreja universal claramente missionária: “as minhas viagens à américa Latina, à Ásia e à África têm uma finalidade eminentemente missionária”.

“Desde o início do meu pontificado optei por viajar até aos confins mais longí­nquos da terra para manifestar a solicitude missionária; e o contacto directo com os povos que desconhecem Cristo convenceu-me ainda mais da urgência de tal actividade”, lê-se no n. º 1 da encí­clica ” a Missão do Redentor”.

Os missionários sentem-no como pai na sua difícil e arrojada vocação. O “Papa missionário” sempre encorajou e apoiou as vocações e os institutos missionários. Manifestou um carinho especial pelas “Igrejas jovens”, onde a presença e a actuação do Espírito Santo é mais sentida, tal como na Igreja dos primeiros tempos.

Nas suas numerosas viagens apostólicas apontou muitas vezes estas Igrejas jovens como a esperança da Igreja: “Sois hoje a esperança da nossa Igreja que tem dois mil anos, lê-se na encí­clica ” a Missão do Redentor, n. º 91; sendo jovens na fé, deveis ser como os primeiros cristãos e irradiar entusiasmo e coragem”. O Papa convida-as a “reviver nos vossos países a epopeia missionária da Igreja primitiva. E sereis também fermento de Espírito missionário para as Igrejas mais antigas”.

João Paulo II enfrentou com todas as suas energias os sintomas de crise que atravessaram a Igreja, tentando inverter a situação. ” a missão especí­fica “ad gentes” parece que está numa fase de afrouxamento, não certamente na linha das indicações do Concílio e do magistério sucessivo. Dificuldades internas e externas que enfraqueceram o entusiasmo da Igreja para com os não cristãos”, do n. º 2 de ” a Missão do Redentor”.

O Sumo Pontífice empenhou-se em relançar a actividade missionária, convencido que “a missão renova a Igreja, revigora a fé, dá novo entusiasmo e novas motivações. a fé reforça-se dando-a”.

aos jovens e aos menos jovens avisava: “Não se pode viver sem ideais. Tendes necessidade de dar sentido e entusiasmo à vida, de ter diante de vós grandes metas, de vos sentirdes protagonistas de grandes conquistas, de lançar os vossos olhos através de grandes horizontes. a missão é tudo isto”.

Homem de uma fé vigorosa e profunda, apaixonado de Jesus Cristo, João Paulo II transmitiu muitas vezes aos fiéis com força e convicção: Tu és homem na medida em que te deixas penetrar, envolver, iluminar, transformar pelo amor de Cristo. Ser cristão não í¨ um formalismo externo, um código de normas a cumprir ou sw coisas proibidas, mas amar e imitar Cristo.
João Paulo II possuí­a uma força extraordinária que fez dele um homem excepcional, de grande estatura.

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