Confederação Nacional das associações de família recebeu «centenas de pedidos de auxílio de famílias, muitas das quais de classe média baixa», que deixaram de ter dinheiro para alimentar os filhos
Confederação Nacional das associações de família recebeu «centenas de pedidos de auxílio de famílias, muitas das quais de classe média baixa», que deixaram de ter dinheiro para alimentar os filhosDevido ao despedimento de um ou ambos elementos do casal, muitas famílias de classe média estão a passar mal. «Há muitos pais que não comem convenientemente para dar uma alimentação minimamente saudável aos filhos, lamenta Teresa Costa Macedo ao jornal i. a presidente da Confederação Nacional das associações de Família (CNaF) salienta que, em alguns casos, as autarquias estão a responsabilizar-se pela alimentação das crianças, de forma a solucionar o problema.
Os pedidos de auxílio vêm da parte das próprias famílias que estão a sofrer o desemprego e que já não recebem o rendimento mínimo de reinserção social. E nestes casos, os pedidos são reencaminhados para a Segurança Social. a CNaF entregou ao governo um documento em que reivindica uma mudança de mentalidades nas políticas de apoio do Estado às famílias. «Espero que não continuemos a falar no Estado social mas que passemos a falar na família social, isto é, na política que torna as famílias protagonistas do Estado social.
a «carta de prioridades para a família apela, em sete pontos, à criação de um conselho consultivo das famílias, à redefinição da política fiscal e à adopção de medidas de apoio aos agregados com crianças e idosos. Pretende-se uma «política de família de carácter global e integrado com maior diálogo entre o estado e associações que representam as famílias. No campo da Educação, pede-se uma maior cooperação do governo com os pais, e apoios necessários às despesas escolares. a legislação do trabalho, ainda segundo o documento, deve ser harmonizada com as «exigências familiares, tendo em especial atenção as «famílias atingidas pelo desemprego múltiplo.