Portugal é um país de emigrantes, numerosos em Paris, uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. apresento uma experiência paroquial, que tenta responder às exigências duma presença multicultural.
Portugal é um país de emigrantes, numerosos em Paris, uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. apresento uma experiência paroquial, que tenta responder às exigências duma presença multicultural. Mantes, nos arredores de Paris, em França, tem uma forte presença portuguesa. São emigrantes que, ao longo de décadas, foram chegando e onde muitos acabaram por fixar-se. aí­ os seus filhos nascem, crescem, são educados e começam a vida cristã.

Os portugueses não foram os únicos a procurar e a encontrar na migração a resposta para alguns dos seus problemas. Tantos outros chegaram à França, procurando melhores dias.

a convivência entre todos nem sempre tem sido pacífica, chegando mesmo a haver fenómenos racistas e xenófobos. Preconceitos e más experiências, vividas num passado recente, levaram à generalização de tais sentimentos.

a nível religioso as comunidades têm tendência a procurar os seus próprios espaços e ministros de culto. Na paróquia de St. Jean Baptiste de Mantes la Jolie encontraram um caminho alternativo.

Os países de origem dificilmente poderiam disponibilizar padres para dar apoio às suas respectivas comunidades. Perante tal realidade, há já muitos anos, a paróquia começou a oferecer uma missa anual dedicada a cada comunidade linguí­stica. Pouco a pouco as comunidades foram encontrando o seu espaço.

actualmente, são várias as comunidades organizadas: a comunidade portuguesa, a tamil, a das antilhas, a africana e a francesa. Cada qual com a sua própria organização. Preparadas por cada comunidade, as celebrações são abertas a todos, em francês, com cânticos e leituras na língua da comunidade que organiza a celebração. Todos sentem que fazem parte da grande comunidade paroquial, para a qual estão disponíveis e na qual participam.

Tomei parte na Vigília pascal preparada pela comunidade africana, com o baptismo e crisma de alguns jovens. Uma celebração com tambores e cânticos típicos, onde foi evidente um certo sentido de iniciação. associou-se um grande número de franceses e portugueses. No domingo de Páscoa o pároco, com membros da comissão portuguesa, fez a visita pascal, tão tradicional na nossa terra.

Uma “comunidade de comunidades”, um caminho possível, e talvez necessário, numa realidade cada vez mais multicultural.

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