“Nós vos saudamos, ó Mãe santa! Vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos sem fim”, proclamam os fiéis no cântico de entrada da Missa dedicada a Maria Mãe de Deus e Mãe da Igreja
“Nós vos saudamos, ó Mãe santa! Vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos sem fim”, proclamam os fiéis no cântico de entrada da Missa dedicada a Maria Mãe de Deus e Mãe da IgrejaSanta Maria Mãe de Deus!… . Já desde os primeiros séculos da era cristã esta verdade fazia parte do património da fé da Igreja, até ser solenemente proclamada num concílio. No século terceiro, os cristãos do Egito invocavam Maria com esta oração: À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Este título foi criado pelos cristãos para exprimirem a sua fé na conceição virginal, no seio de Maria, d’aquele que desde sempre era o Verbo de Deus. E, em 431, o concílio de Éfeso proclamou dogma esta fé dos cristãos. Para sempre a Igreja contempla com admiração e celebra com veneração a imensa dignidade que Deus conferiu àquela que Ele escolheu para Mãe de seu Filho. ao mesmo tempo, este título mariano exprime a nobreza de toda e cada mulher, e a altíssima vocação que Deus lhe outorgou ao fazer dela, de cada mulher, «mãe da vida.

No Evangelho desta festa, os pastores começaram a contar o que lhes tinha sido anunciado sobre aquele Menino. E assim tornaram-se nosso exemplo, pois a cada cristão pertence a honra e o dever de proclamar a todos «a grande alegria do nascimento do Salvador. Continua o Evangelho: Maria conservava todas estas coisas, meditando-as em seu coração. Não são só as crianças que se encantam diante de um presépio. Numa civilização tão profundamente atormentada pelo barulho cacofónico e discordante dos nossos dias, o coração de cada cristão jovem e adulto deve ser como que um lago profundo cheio da presença serena e ativa do Filho de Deus. É importante para todos nós vivermos diariamente algum tempo de calma e serenidade, especialmente pelo fim da tarde, para descarregar os nervosismos e as contradições que marcam o nosso dia, e pormo-nos assim em paz com Deus e connosco próprios.

Deram-lhe o nome de Jesus, «Deus salva, esclarece o Evangelho. Pregões sem fim enchem os nossos ouvidos e o nosso cérebro, proclamações de indivíduos e grupos que vão salvar-nos das crises. Todos temos uma imensa necessidade de salvação: libertação das nossas idiossincrasias, das nossas maneiras personalistas de ver e crer, da nossa coragem que estremece ao contacto com as dúvidas; salvos deste «ateísmo prático que complica a nossa aceitação plena de Deus e da Virgem nossa Mãe, Santa Maria, e de nós próprios. arregacemos as mangas da nossa maneira de ser! Deus está a um simples tic-tac confiante do nosso coração, como dizia Cristo: Estarei convosco sempre, até ao fim dos tempos. E a Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, agora lá no Céu, tem horror à inação, prefere tornar-se permanentemente o nosso encanto pela maneira maternal de lidar connosco, como intercessora que é por toda a humanidade.
Escrito segundo novo acordo ortográfico