Profissão: aprendiz de missionário. Local de trabalho: Costa de Marfim. Natural de ancona, Itália; 30 anos. Formação: licenciado em teologia. Mateus Pettinari, missionário da Consolata, aterra na Costa do Marfim, de mochila às costas cheia de sorriso e paixão
Profissão: aprendiz de missionário. Local de trabalho: Costa de Marfim. Natural de ancona, Itália; 30 anos. Formação: licenciado em teologia. Mateus Pettinari, missionário da Consolata, aterra na Costa do Marfim, de mochila às costas cheia de sorriso e paixão”De vários lados, dentro e fora de mim, à minha volta, de uma maneira ou de outra, todos me perguntam sem cessar: Porque partes? Dito de outra maneira: Porquê a missão?. O missionário sente que a sua figura se costura com os mais variados panos, tão diferentes uns dos outros, que corre o risco de ser um, ninguém e cem mil, no dizer de Pirandello. Para uns, veste o fato de construtor de escolas, hospitais, igrejas, centros de formação profissional: é o homem dos contentores e do tijolo, o gerente do bricolage ou o entendido em mil e um ofícios. Para outros, veste o fato do perito em desenvolvimento ou cooperação entre os povos: é um estratega do voluntariado internacional, uma espécie de guru de organizações sem fins lucrativos, perito em diálogo, advogado do planeta-terra, conhecedor dos desequilíbrios e das injustiças da aldeia global. O rol de atributos é uma lista sem fim de etiquetas, todas periféricas e, por vezes, afastadas do centro daquilo que é a vida missionária.com os seus gestos e palavras, o missionário favorece, muitas vezes, este tipo de leitura acerca da sua vida, correndo o risco de trair o coração vivo da sua identidade. O partir do missionárionão se explica apenas pelo seu operar. Em muitos lugares do planeta, a vida missionária também é feita de visitas às comunidades cristãs dispersas na floresta ou na savana, de pre­sença e primeiro anúncio do Evangelho de Jesus, de formação de catecúmenos e catequistas, de liturgia e sacramentos. É ainda cons­truí­da­ de caminhos de reconciliação entre grupos humanos desavindos, de testemunho da vida nova do Espírito, de encontro entre culturas e da novidade absoluta da pessoa de Jesus e do seu Reino. Missão é tudo isto e muito mais! É o sorriso do dia a dia dado a quem nunca experimentou a gratuidade do calor humano; é a carícia e o abraço a quem nunca conhecemos e que, talvez, nunca mais vejamos; é espalhar a semente da liberdade evangélica entre as escravidões da história; é a simplicidade aprendida e partilhada com os mais humildes. É abrir cada momento, cada encontro, cada gesto ao amor que, um dia, se apoderou da vida do missionário e nunca mais a largou. É deixar que Deus, que habita no seu coração, possa amar, através da sua pessoa, quem quer que o missionário encontre. a sua vida é prisioneira do amor de quem se deu para que todos encontrem alegria, luz e esperança. a vida missionária «ad gentes é uma existência que se posiciona nos horizontes imensos do amor de Deus que quer chegar a todos. Os rostos da missão são tão numerosos e diversos quanto os contextos em que o missionário, no seu vagabun­dear missionário, é chamado a tornar visível e concreto o amor de Deus. a missão deriva da exigência profunda da vida em Deus, no dizer do saudoso João Paulo II. Signi­fica afirmar que a missão depende do deixar-se habitar pelo Deus missionário e peregrino por amor do homem.