a situação do país, em particular na fronteira leste da RD Congo, é crí­tica, alerta a organização internacional. Décadas de conflito e de negligência do sistema de saúde dificultam o acesso da população aos serviços mais básicos
a situação do país, em particular na fronteira leste da RD Congo, é crí­tica, alerta a organização internacional. Décadas de conflito e de negligência do sistema de saúde dificultam o acesso da população aos serviços mais básicos a falta de investimentos no sistema de saúde é visível na ausência de infra-estruturas adequadas e na falta de técnicos especializados. as necessidades são enormes. Os cidadãos acedem com muita dificuldades aos serviços de saúde mais básicos. «Para ter acesso à assistência médica, os pacientes normalmente precisam de andar durante horas, explica Christine Buesser, coordenadora de projecto dos MSF. «Imagine só estar grávida, às vezes a carregar outra criança nas costas, e ter que caminhar durante tanto tempo. as distâncias percorridas só para chegar a uma clínica médica são um desafio diário muito difícil de superar, assegura a responsável.
Décadas de negligência do sistema de saúde levaram ao aumento das taxas de mortalidade infantil e materna. O nível de desenvolvimento humano é um dos piores do mundo. O país ficou em 187º lugar, o último do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. a situação na fronteira leste da República Democrática do Congo ainda é bastante instável, alerta a organização. a insegurança obriga muitos a deslocarem-se e a abandonar as suas casas, além de constituir um obstáculo à assistência médica. a actuação de grupos armados, as operações militares, a instabilidade e a violência são problemas que afectam a região. Milhões de civis no país são vítimas de assassinato, sequestro e de outros abusos.