Os crimes humanitários cometidos no Ruanda, apesar da lentidão, continuam a ser julgados. Mais uma condenação no complexo e difícil processo de “cura social”, promovido pelas Nações Unidas.
Os crimes humanitários cometidos no Ruanda, apesar da lentidão, continuam a ser julgados. Mais uma condenação no complexo e difícil processo de “cura social”, promovido pelas Nações Unidas. O Tribunal Penal Internacional no Ruanda (TPIR) condenou Vicente Rutaganira a seis anos de prisão. De 60 anos, antigo conselheiro da província de Kibuye, em Dezembro de 2004 confessou-se culpado de crimes contra a humanidade, durante o genocídio de 1994 no Ruanda.

é a primeira condenação feita pelos juízes do tribunal das Nações Unidas (ONU), em 2005. Há dez anos estão a ser investigados os principais responsáveis dos massacres ruandeses. Nestes massacres perderam a vida 937. 000 pessoas, segundo os dados do novo governo de Kigali.

O TPIR declarou Rutaganira culpado de crimes contra a humanidade. Foi acusado de colaborar na morte de milhares de tutsis, numa igreja de Mubunga. a etnia tutsi é minoritária e estava no poder no tempo colonial.

Tendo chegado a um acordo com Rutaganira, o tribunal aplicou-lhe uma pena mais leve, em troca da sua declaração de culpa.

Conhecido por tribunal de arusha, cidade da Tanzania onde tem a sua sede, o TPIR pronunciou até hoje 23 condenações e três absolvições. O governo do Ruanda sempre criticou a lentidão da máquina judiciária escolhida pela ONU, formada por 16 juízes e apoiada por um grupo de 800 pessoas.

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