O Papa deixará a Clínica Gemelli antes de 20 de Março. Poderá acompanhar, dentro do Vaticano, as celebrações da semana santa. Continua a sua recuperação e a sua “catequese silenciosa”.
O Papa deixará a Clínica Gemelli antes de 20 de Março. Poderá acompanhar, dentro do Vaticano, as celebrações da semana santa. Continua a sua recuperação e a sua “catequese silenciosa”. Pelo mapa das celebrações da semana santa, já publicado, ao Santo Padre pedir-se-á apenas que dê a bênção “Urbi et Orbi”, ao mundo, no dia de Páscoa, na praça de São Pedro. Quer isso dizer que a todas as outras celebrações participará como a sua saúde permitir.

Os médicos são cautelosos e não querem expor o Papa a outras recaí­das. Todos os que o visitam, dizem que está bem, que já fala com normalidade. Continua a receber os colaboradores mais directos, para tratar os assuntos mais urgentes da Igreja.

é admirável o número de pessoas que, apesar de não obterem resposta explí­cita, passam pela Clínica, olham para o alto, acenam com o braço ou fazem uma breve oração. Resposta obtiveram porém as numerosas crianças italianas e polacas e outros fiéis que na quarta-feira se reuniram no pátio da Clínica.

Tiveram a bela surpresa de ver o Papa que da janela lançava o seu olhar, saudava e abençoava. Foi “uma audiência extraordinária, única, especial, histórica”, nas palavras do L”Osservatore Romano, que fala da “catequese silenciosa” de João Paulo II. “O hospital, lugar de sofrimento e de esperança tornou-se lugar de encontro fraterno e de fervor espiritual”.

O jornal diário do Vaticano fala de tanta gente anónima que manda as suas mensagens pela Internet. Diariamente chegam milhares de mensagens augurando a sua recuperação e garantindo orações.

Para ter uma ideia, é suficiente dizer que, de 1 a 3 de Março, o Papa recebeu cerca de 10. 000 mensagens em inglês, 6. 077 em espanhol, 2. 012 em português, 1. 134 em italiano, 850 em alemão e 800 em francês. Não têm conta as mensagens recebidas em polaco.

Outras pessoas entram na capela da Clínica, recolhem-se em oração, sabendo muito bem que é o modo melhor de se unirem às intenções do Santo Padre, que à oração dedica cerca de cinco horas por dia.

Ontem, à sua oração, juntou-se no exterior um grupo de rabinos americanos. Foi um momento particularmente tocante. Cantaram um salmo, de mãos unidas, porque “não há expressão mais alta de oração para testemunhar o nosso afecto e gratidão para com João Paulo II”, disseram.

Há imensa gente anónima que exprime o que passa na sua alma. Paula tem 35 anos e um filho de três. Em Maio nascerá o Tiago. Testemunha com muita coragem e simplicidade: “João Paulo II é o Papa da minha vida, acompanhou a minha adolescência, marcou os passos fundamentais da minha vida.

Vê-lo mergulhado na sua missão faz-me sempre lembrar a vida terrena de Jesus.com o Papa e pelo Papa aprendi a rezar. à medida que crescia em idade, fui percebendo que as minhas orações podiam dar-lhe força, ajudando-o a viver a missão que Deus lhe confiou. Rezar neste momento por ele, e solicitar o meu menino a rezar comigo, é para mim uma coisa espontânea e familiar”.
São os ecos da “catequese silenciosa” do Santo Padre.

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