a Santa Sé apresentou, no passado 21 de Fevereiro, a nova carta apostólica do papa João Paulo II, desta vez sobre os meios de comunicação social, com o título “O Desenvolvimento Rápido”.
a Santa Sé apresentou, no passado 21 de Fevereiro, a nova carta apostólica do papa João Paulo II, desta vez sobre os meios de comunicação social, com o título “O Desenvolvimento Rápido”. a nova carta papal, de 20 páginas, é dirigida de modo particular, aos responsáveis pelos meios de comunicação social (MCS). O Papa apela aos jornalistas para que “promovam a justiça e a solidariedade”. Convida-os a apresentar os factos de modo “cuidado e verdadeiro”, partindo sempre de uma visão e de um exercício correcto “da liberdade e da responsabilidade”.

Por outro lado o Papa sente e manifesta uma grande preocupação para que a Igreja abrace o desafio de aprender a usar os MCS, de modo a transmitir a sua mensagem. Para ele “o desafio actual para os cristãos e pessoas de boa vontade é manter uma comunicação verdadeira e livre”.

O arcebispo Renato Boccardo, que divulgou a carta, apresentou alguns exemplos de como a Igreja tem dificuldades em lidar com as linguagens e o dinamismo próprio dos MCS. Deu como exemplo as dificuldades reveladas pelo Vaticano em dar notícias durante a recente doença de João Paulo II. “as relações com os meios de comunicação exigem uma mentalidade que temos de aprofundar”, afirmou Renato Boccardo.

Um dos grandes desafios, para o qual a carta aponta, é o desafio levantado pelo “fenómeno da comunicação”. Sublinha o texto papal, que tal fenómeno “impele a Igreja para uma revisão cultural, a fim de poder lidar com o nosso tempo”. Para tal a Igreja precisa de passar por uma “conversão” pastoral e cultural na sua relação com os meios de comunicação.

a carta dirige um convite enérgico a vencer e a superar os medos, quando escreve: “Não tenhais medo das novas tecnologias, já que estão entre as coisas maravilhosas que Deus pôs à nossa disposição para descobrir, usar e dar a conhecer a verdade”.

Elogia a internet, que se apresenta para a Igreja como um poderoso meio de evangelização. Desde que apresente a verdade: “as verdades da fé católica não estão abertas a interpretações arbitrárias”. a carta propõe como referências na hora de usar este meio electrónico: “Um diálogo que respeite a justiça e a prudência”.

O Pontífice convida à dedicação e ao profissionalismo: “é oportuno que se fomente nas comunidades eclesiais, com prudência e sabedoria pastoral, a dedicação ao trabalho no campo da comunicação social, para assim contar com profissionais capazes de um diálogo eficaz com o vasto mundo mediático”.

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