Os bispos congoleses publicaram nos últimos dias um apelo muito forte aos seus cristãos para que intervenham no processo de democratização do país: “Chegou o momento de comprometer-se a fundo”.
Os bispos congoleses publicaram nos últimos dias um apelo muito forte aos seus cristãos para que intervenham no processo de democratização do país: “Chegou o momento de comprometer-se a fundo”. a situação da República Democrática do Congo continua a ser inquietante. Desde 1998 tem sido o palco de uma guerra que já ceifou 3 milhões de vidas. as potências da região dos Grandes Lagos continuam a disputar o controle dos imensos recursos naturais do território. O padre Valério Shango, porta-voz dos bispos congoleses na Itália confirmou no dia 12 à Rádio Vaticano que no noroeste do país recomeçaram os confrontos: “é desde há muito tempo que as populações congolesas são vítimas da barbárie dos exércitos ruandeses e ugandeses, militares que nunca abandonaram o território congolês”.

O episcopado congolês tomou posição nos últimos dias alertando o povo para a situação. Numa sua mensagem intitulada “O Congo pertence-nos” os Bispos afirmam que 2005 será “um ano eleitoral decisivo para o destino do povo congolês”. Estão previstas, efectivamente, eleições políticas que deverão marcar a conclusão do longo processo de transição empreendido com os acordos de paz assinados em 2000 e 2003. “Esta transição, ” dizem os bispos ” que deverá ser a última, é o caminho privilegiado para instaurar um Estado de Direito e assegurara uma estabilidade Política e uma prosperidade duradoura no nosso país”. Infelizmente os bispos denunciam que no plano social as coisas não estão nada bem. Os partidos não têm ideologia nem projectos para uma sociedade coerente e convincente. Os políticos estão mais motivados por uma carreira pessoal do que pelos interesses superiores da nação.

Há no entanto alguns sinais de esperança apontados pelos bispos, tais como: “uma forte tomada de consciência de pertença a uma só nação, uma opinião pública conquistada pela causa das eleições e da democracia, o recurso à mediação em caso de conflito, o retorno do patriotismo e da rejeição da guerra por parte da população”. Perante esta situação do país, “chegou o momento de comprometer-se a fundo no caminho da democracia”. apelam sobretudo aos fiéis cristãos para as próprias responsabilidades nos destinos da nação: “Que o vosso modo de falar e de agir, assim como a vida das nossas comunidades cristãs ilumine a sociedade e combata a corrupção do nosso país”.

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