27 de Janeiro de 2005. Dia da Memória. Celebramos 60 anos da libertação do campo de auschwitz. Quem quer que seja fica horrorizado com tanta crueldade e insensatez do Holocausto. Recordar é prevenir.
27 de Janeiro de 2005. Dia da Memória. Celebramos 60 anos da libertação do campo de auschwitz. Quem quer que seja fica horrorizado com tanta crueldade e insensatez do Holocausto. Recordar é prevenir. Em 1990 tive a oportunidade de visitar Oswiecim, nome polaco para auschwitz. Ver os lugares onde foram exterminados milhões de seres humanos, os enormes dormitórios, as malas dos que a­ aportaram, os milhares de pares de óculos daqueles que desapareceram, as fatais câmaras de gás… . foi uma sensação de impotência e de incompreensão daquilo que o ser humano é capaz de fazer, usando as mais refinadas técnicas de sofrimento e de extermí­nio.

Não podemos esquecer, para não voltar a cometer crimes tão horrendos. Foram para cima de seis milhões os seres humanos sacrificados em auschwitz, Treblinka, Dachau, Bergen Belsen, Birkenau, Buchenwald… Na maior parte eram hebreus, mas havia também ciganos, homossexuais, deficientes e opositores do regime nazi.

Recordar é prevenir. Recordar, porque todos desejamos caminhos novos que se desviem da lógica do choque de civilizações, do fanatismo, da intolerância, da indiferença e da irresponsabilidade. Para que hoje e amanhã ninguém possa dizer como Caim: “Sou porventura eu o guarda do meu irmão?” (Gen. 4, 9), mas cada qual se sinta responsável das pessoas que encontra. Pertencemos todos à única humanidade, essa humanidade, capaz de cometer erros incrí­veis, mas também capaz de arrepiar caminho, cumprindo os mais altos gestos de amor e solidariedade.

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