“Educar com qualidade é plantar para colher”, está escrito num cartaz na sala de professores. é o lema oficial da escola “Eugénio Menegon”, em Cuamba, para o presente ano lectivo
“Educar com qualidade é plantar para colher”, está escrito num cartaz na sala de professores. é o lema oficial da escola “Eugénio Menegon”, em Cuamba, para o presente ano lectivo a sala de professores da escola também serve para guardar as bicicletas, incluindo a da directora, Rosa Catré. Natural de Covões, Cantanhede, há 42 anos em Moçambique, é directora da escola Eugénio Menegon desde 1998.
Os alunos frequentam as classes da pré-universidade: 12a de manhã e 11a à tarde. Uma turma pode ter 60 alunos, num total de 503. a maioria vem de longe e a pé. É normal gastar 40 minutos e mais a chegar. Mas há quem leve muito mais tempo, diz a directora. Só uma minoria usa a bicicleta como meio de transporte.
Formação humana é uma disciplina só desta escola. Não é oficial. É dada pela brasileira Teone Pereira, 35 anos. Está em Cuamba vai fazer dois anos em Outubro. a escola tem uma pequena cantina, biblioteca, capela, espaço de recreio ao ar livre onde os alunos aproveitam para estudar.
O ano lectivo começa em finais de Janeiro e vai até finais de Outubro. Os meses de Novembro e Dezembro são para exames da primeira e segunda chamada. a escola é obra da diocese de Lichinga.começou por ser a única do género em Cuamba. a associação portuguesa Leigos para o Desenvolvimento tem quatro pessoas a trabalhar na escola. Encontrei o antónio, de 28 anos, que é de Lisboa, e está a colaborar na parte administrativa.
a escola Eugénio Menegon, tem o nome de um missionário da Consolata italiano ainda muito recordado de norte a sul do país e que faleceu em 1996. Gastou a maior parte da sua vida no Niassa, onde trabalhou vários anos na região do lago com o mesmo nome, tendo dedicado um carinho especial à juventude.