amada João Chipinenga é líder da «Comissão das Mamãs», grupo de mulheres macuas. Juntam-se à segunda-feira para partilhar experiências de trabalho
amada João Chipinenga é líder da «Comissão das Mamãs», grupo de mulheres macuas. Juntam-se à segunda-feira para partilhar experiências de trabalhoas mamãs ensinam catequese, visitam doentes nos hospitais e vão às prisões. Quando morre alguém, ajudam a família. Cristão ou de outra religião. Para além de rezarem, pedem esmola para fazer a xima, comida com farinha de milho, base da alimentação, para os mais pobres.
Durante os encontros fazem uma colecta onde cada uma contribui com cinco meticais (14 cêntimos). a ideia é arranjar um fundo e ajudar as mulheres a gerir o pouco dinheiro que juntam, poupando. Querem arranjar um espaço onde possam aprender a costurar. Já têm duas máquinas de costura, falta o tecido e os moldes. Um rolo de tecido para 11 capulanas custa 400 meticais, mais ou menos 10 euros. Não temos esse dinheiro todo! diz amada Chipinenga.
Quando visitámos Mecanhelas estavam reunidas 16 mamãs. Mas chegam a ser 34. algumas não puderam vir porque faz frio ou têm o filho doente, explica amada. O encontro começa às 14h e termina por volta das 16h, porque anoitece às 17h. 30 e vivem longe. algumas levam mais de uma hora a pé até chegar a casa. Quem as acompanha e incentiva é o padre Luís Fernando Lopez, padre diocesano da Colômbia a trabalhar com os Missionários da Consolata na missão de Mecanhelas.