Já tinha recebido várias ameaças. Consciente do perigo que corria, pediu aos companheiros que não desistissem de lutar pelos seus direitos
Já tinha recebido várias ameaças. Consciente do perigo que corria, pediu aos companheiros que não desistissem de lutar pelos seus direitosOntem na Colômbia, Marino Mestizo, líder indígena da etnia Nasa, foi assassinado por dois membros de grupos rebeldes armados. Os homens surpreenderam Mestizoquando este se dirigia de moto para Jambaló,no município deCauca,no sudoeste do país.
O líder já tinha sido ameaçado várias vezes por grupos armados, inclusive pelasFaRC (Forças armadas Revolucionárias da Colômbia). as ameaças surgiram em consequência da sua oposição aos laboratórios produtores de cocaína, localizados na reserva indígena. Integrava o Comité de Investigação de Cabildo que investiga o sequestro de 7 funcionários de uma empresa de Jambaló, ocorrido no ano passado.
Marino Mestizo era respeitado e apreciado por toda a comunidade e pelas autoridades. Era um defensor da verdade e dajustiça. O líder indígena tinha pedido aos seus companheiros para prosseguirem a luta e não desistirem, caso lhe sucedesse algo. Este crime não pode ficar impune. Temos que nosjuntar numa acção conjunta () para defendermos o nosso território, afirmou uma das indígenas, citada pela agência aCIN.