Governo propõe-se rever a lei que impede a recolha de órgãos sem autorização da família. Muitos doentes morrem devido à falta de órgãos para transplante
Governo propõe-se rever a lei que impede a recolha de órgãos sem autorização da família. Muitos doentes morrem devido à falta de órgãos para transplanteao contrário de outros países desenvolvidos, a Coreia do Sul apresenta uma taxa muito baixa de doação de órgãos. Os dados de 2007 revelam que a taxa de 3,1 por cento da Coreia é muito inferior à de 35,1 da Espanha, 25,5 dos Estados Unidos e 22;2 da França.
Dois dos factores que contribuem para que a taxa de doações seja tão baixa têm a ver com elementos culturais e burocráticos. Por um lado, é tabu danificar um cadáver; por outro lado, a burocracia ligada à doação de órgãos é complicada e demorada. Num esforço para mudar a percepção das pessoas em relação à doação e querendo aumentar a esperança de vida de muitos doentes, o Ministério da Saúde anunciou recentemente a proposta de revisão da lei de 1999.
Esta estipula que os órgãos podem ser transplantados só com o consentimento da família, mesmo quando o falecido tenha expresso em vida o desejo de doar os seus órgãos. O governo pretende facilitar a doação de pessoas que a queiram fazer, mesmo sem o consentimento da família.com a nova lei só um número limitado de familiares poderá impedir a doação de órgãos do falecido que não tenha expresso tal desejo. Os médicos estão de acordo com a proposta de revisão, pois muitos doentes acabam por morrer devido à falta de órgãos disponíveis para transplante.
Caso a revisão da lei passe na assembleia, serão necessárias medidas de apoio às famílias, de modo a não ferir susceptibilidades. ao mesmo tempo, será necessário criar uma base de dados de potenciais doadores, com apoio do corpo médico e uma maior interacção entre este e a agência do Ministério da Saúde responsável pela área da doação de órgãos.