a Igreja Católica já se manifestou contra a possibilidade de distribuição de preservativos nas escolas.comunidade muçulmana também não aceita e tece críticas
a Igreja Católica já se manifestou contra a possibilidade de distribuição de preservativos nas escolas.comunidade muçulmana também não aceita e tece críticasO líder da comunidade muçulmana de Lisboa lembra que o Islão não permite relações sexuais antes do casamento e entende que o projecto-lei vai incentivá-lo. No entanto, nada tem contra a existência de educação sexual nas escolas, adianta o sheikh David Munir, citado pela TSF.
O presidente da comunidade israelita de Lisboa não se manifesta contra esta entrega de contraceptivos. Para mim faz todo o sentido e é uma medida importantíssima para acabar com a gravidez em jovens e situações às vezes dramáticas. a minha opinião é favorável, mas na comunidade haverá outras opiniões. Na perspectiva religiosa não há nada contra, adianta José Carp.
as Testemunhas de Jeová manifestam a sua indiferença em relação a esta medida do projecto-lei sobre a educação sexual nas escolas. Os nossos jovens sabem muito bem o que fazer, são criados e educados de acordo com aqueles valores, apreciamos muito a educação que Deus nos dá, vivemos de acordo com os valores que defendemos independentemente do que os outros façam, esclarece. Pedro Candeias sublinha que a confissão defende a importância da castidade até ao casamento.
Directores de colégios católicos invocam objecção de consciência para não aplicarem a lei da educação sexual. acho inconcebível que o Governo nos queira obrigar a acatar uma lei que vai contra a nossa consciência, afirma o padre alfredo Cerca, director do Externato de Penafirme, ao Diário Económico.
José Manuel Lopes, director do Colégio da Imaculada Conceição, em Coimbra defende que a escola deve promover valores de acordo com as opções do seu projecto educativo, dos pais e das famílias, competindo a distribuição de preservativos a outras instituições. O projecto lei sobre a educação sexual nas escolas volta, quarta-feira, 20 de Maio, ao Parlamento para discussão, encontrando-se actualmente em discussão na especialidade.