O Santo Padre defendeu que só o perdão levaria à justiça e, consequentemente, à paz. Os dois povos, israelitas e palestinianos têm de “romper com o ciclo de agressões”
O Santo Padre defendeu que só o perdão levaria à justiça e, consequentemente, à paz. Os dois povos, israelitas e palestinianos têm de “romper com o ciclo de agressões”Em visita ao campo de refugiados da aida, perto de Belém, Bento XVI criticou o muro de 30 metros, construído pelos israelitas que os separa da Cisjordânia. O presidente da autoridade palestiniana, Mahmoud abbas,considera-o muro de apartheid avança o jornal Le Monde. O Papa defendeu que a muralha era o reflexo de um impasse nas relações entre israelitas e palestinianos. Num mundo onde as fronteiras se abrem às viagens, comércio e à cultura, é trágico ver muros crescerem lamentou.
O Sumo Pontífice lembrou as palavras de João Paulo II durante a sua visita à Terra Santa, em 2000: Não pode haver paz sem justiça, nem justiça sem perdão. Exortou as populações a não recorrerem ao terrorismo. afirmou ainda o desejo sincero de ver rapidamente dissipadas as graves preocupações, relativas à segurança em Israel e nos territórios palestinianos, para que haja uma maior liberdade de mobilização.
Bento XVI reconheceu a legítima aspiração dos palestinianos a uma pátria permanente, a um Estado palestiniano independente, informa o jornal Público. Disse que seriam necessários esforços diplomáticos da comunidade internacional, no apoio aos dois povos. Porém, lembrou que ambos teriam que romper com o ciclo de agressões. afirmou que os dois lados têm de ter grande coragem para superar o medo e a desconfiança, se querem ultrapassar a necessidade de vingança pelas perdas e feridas.