Mãe significará sempre amor
Mãe significará sempre amorNão foi por acaso que escolhi este tema para reflectir convosco. amanhã, a Igreja comemora o dia da mãe. Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente é celebrado no 1º domingo de Maio, em homenagem a Maria, mãe de Cristo feito Homem.
Também foi intencional o título – mãe há só uma – mas colocando o dito popular numa forma mais provocatória. Isso permite-nos aprofundar um pouco mais e interpelar com acuidade as nossas consciências enquanto filhos(as).
Não é possível dar um qualificativo correcto daquilo que representa a maternidade, mas Helen Hunt Jackson definiu-o com bastante precisão quando escreveu a maternidade tem o preço determinado por Deus, preço que nenhum homem pode ousar diminuir ou não entender.
atrás de um grande homem esteve sempre uma mãe ainda maior, foi isso que quis dizer abraham Lincoln, um dos presidentes carismáticos da américa Tudo o que sou e que sempre desejei ser, devo-o a minha mãe.
O papel de uma mãe é insubstituível, quem não lembra aquelas pequenas coisas com que a nossa mãe nos deliciava: um afago, uma coisinha de que gostávamos, uma palavra carinhosa. E até daquilo que não nos agradava, por exemplo, uma reprimenda ou um puxão de orelhas por uma asneira que fizemos.
a mãe consubstancia o amor, o respeito, o carinho, o afecto, dificilmente encontramos em alguém tão elevada concentração de sentimentos.
Mas nós estávamos a falar da nossa mãe terrena, daquela que nos deu o ser. agora vamos elevar os olhos para a outra Mãe, a mãe de Cristo e nossa Mãe. as virtudes que apreciamos tanto na nossa mãe de sangue são suplantadas generosamente pela Mãe Santíssima. Ela une o humano ao sagrado, graças à escolha feita por Deus para ser a mãe de Jesus Cristo.
Eu já só tenho uma mãe, aquela a quem confio a minha protecção, a quem venero e tento amar com sinceridade, mesmo não a vendo. Possivelmente, muitos de vós estarão em condições idênticas.
Há um provérbio judeu que diz Uma mãe até entende aquilo que o filho não diz, se tal se aplica a uma mãe de sangue, com muito mais propriedade se deve entender na mãe celeste que está sempre atenta ás nossas orações e súplicas.
Para todos aqueles que ainda têm a felicidade de ter a sua mãe terrena, não se esqueçam de demonstrar com um gesto de amor, por simples que seja, que ela é singular, mesmo que não seja de sangue – há outras mães que demonstram também iguais virtudes, aquelas que adoptaram os filhos, por não os terem podido conceber – mas que são mães de corpo inteiro.
Vou dar a primazia a Honoré de Balzac para findar com esta ideia O coração de uma mãe é um abismo profundo em cujo fundo se encontra sempre perdão.
Que maravilhoso pensamento para endereçar a Nossa Senhora e dizer-lhe: avé Maria, cheia de graça!