«Não separemos a fé da vida, ainda que esta não siga, necessariamente, os critérios da fé», afirmou o cardeal patriarca de Lisboa
«Não separemos a fé da vida, ainda que esta não siga, necessariamente, os critérios da fé», afirmou o cardeal patriarca de LisboaO patriarca de Lisboa lembrou que a construção do Cristo Rei em almada, há 50 anos, deve servir para que os fiéis se que questionem: Que significa hoje para a cidade de Lisboa e para toda a sociedade saber que Cristo a abençoa, que todos, crentes e descrentes, são beneficiários desse amor solícito de Cristo, nosso Senhor e Rei?. E exortou os fiéis a não separem a fé da vida ainda que esta não siga, necessariamente, os critérios da fé. Esta efeméride a celebrar em Maio, da construção de um monumento por ter livrado Portugal dos horrores da guerra, servirá para questionar a actualidade da realeza de Cristo.
Na missa de domingo de Ramos, José Policarpo salientou que a santidade é a mais autêntica afirmação da realeza de Cristo. Este é, para a Igreja, o maior desafio para a sua maneira de estar no mundo. Esta realeza de Cristo exprime-se e afirma-se na Igreja, na sua Palavra, no testemunho do amor, no anúncio do Reinado definitivo de Cristo. Se ela cair na tentação de transformar a sua influência num poder deste mundo, imita mais os fariseus do que a obediência humilde do Servo, afirmou o o cardeal patriarca de Lisboa.
ainda que o Reino de Deus não seja deste mundo, isto é, não se identifica com os critérios do mundo, políticos, económicos, sociais, ele exprime-se já neste mundo, no concreto de cada sociedade, em cada tempo refere o purpurado. a denúncia das mentiras, de todos os egoísmos, todas as formas de violência; convidam-nos a não pormos o coração só nas coisas materiais e na sua fruição, mas a abri-lo às realidades do alto, a alargar o horizonte da esperança.
a Igreja não se identificando com a sociedade, mas pertencendo a ela é sempre proposta e denúncia, sublinhou. a verdadeira realeza de Cristo não se manifesta segundo os critérios do mundo. Só é afirmada na intimidade dos corações que O adoram e vivem d’Ele, pelo dom do Espírito.