Faz o que ele diz, mas não faças o que ele faz
Faz o que ele diz, mas não faças o que ele fazQuantos de nós já ouviram esta frase, faz o que ele diz, não faças o que ele faz.
O seu sentido pejorativo é evidente, mas real, pois pretende incutir-nos a ideia de que é necessário que aquilo que dizemos corresponda à verdade do que fazemos.
Este conceito é utilizado por muitos para designar os consagrados, sacerdotes e outros que se dedicam à Igreja, mas que não conciliam a pregação com a prática.
Nos tempos que correm, esta frase soa muitas vezes também para designar a acção de quem exerce a política, mas com contornos ainda mais nefastos, dadas as consequências sentidas pela generalidade das pessoas.
Mas a nossa reflexão vai noutro sentido, o da consciencialização de que as nossas acções são avaliadas de acordo com o princípio da seriedade e isso aplica-se a todos, consagrados e leigos, que têm a missão de levar a palavra do Senhor aos irmãos.
O exemplo de uma vida sã que harmoniza o ideal que professamos e seguimos, é a melhor forma que há para dar credibilidade perante os outros.
O povo costuma dizer que palavras, leva-as o vento e portanto as palavras, por mais sábias que sejam, não chegam para convencer se não forem acompanhados com o exemplo de vida.
Mas esta forma de ver as coisas também se deve aplicar ao comum das pessoas, independentemente do seu credo ou não, pois a verdade enquanto valor é algo que traz grandes benefícios à humanidade.
Façamos um exercício simples, daqueles que as crianças designam como faz de conta. Imaginemos que o nosso país era governado por pessoas que faziam da verdade uma questão de princípio e actuavam em conformidade, será possível prever o que acontecia de positivo na sociedade portuguesa?
Do mesmo modo, vamos imaginar que nas nossas relações do dia-a-dia com aqueles com quem convivemos, não admitíamos a falta de rigor e verdade, acaso isso não seria uma mudança radical para todos?
Onde há hipocrisia, passaria a haver verdade, banindo desta forma uma das maiores chagas sociais da nossa sociedade actual.
Todo o cristão deve lutar para que a sua vida individual e colectiva seja pautada pela verdade, custe aquilo custar.
Se cada um de nós começar por uma pequena coisa, depois seguir-se-ão outras e o nosso exemplo poderá ser estímulo para os que nos rodeiam trilharem o mesmo caminho. Podem estar certos que este é um meio infalível para alcançar uma vida melhor.