a Casa de Moçambique e a Casa da Guiné vão desenvolver em conjunto acções de solidariedade e integração social
a Casa de Moçambique e a Casa da Guiné vão desenvolver em conjunto acções de solidariedade e integração socialas duas instituições irão também organizar acções de formação para a cidadania e contra a discriminação racial e social. Para o presidente da Casa da Guiné, Soares Parente, a assinatura deste protocolo culmina um trabalho de três anos tendo em vista melhorar a vida de ambas as associações e de conseguir uma verdadeira integração.
O protocolo foi assinado durante o fórum Imigração vs Criminalidade – Políticas de Segurança, na presença da alta Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural. Rosário Farmhouse defende que urge desmistificar a suposta relação privilegiada entre o crime e a imigração.
O índice comparado de criminalidade entre estrangeiros e nacionais em condições equivalentes – de género, idade e condições perante o trabalho – é idêntico para ambos, estando nos 11 por cento, afirmou a responsável , com base em estudos. a alta Comissária assinalou ainda que os imigrantes são também uma importante fonte de renovação das gerações, sendo responsáveis por quase 10 por cento do total de nascimentos em Portugal, divulga a Lusa.
Enoque João, presidente da Casa de Moçambique, sublinhou que a criminalidade é um fenómeno transversal a todos os países e a todas as sociedades, potenciado por diversas causas, e considerou que a sua associação à imigração é injusta, nociva e indutora da agudização de ideais xenófobas. Para o responsável é um paradoxo pensar-se que as comunidades imigrantes são receptáculos germinadores de criminosos, afirmou, acrescentando: Temos de falar a verdade, porque a mentira gera desilusão e revolta.