Todos devem ter acesso ao mercado de trabalho
Todos devem ter acesso ao mercado de trabalhoJesus Cristo ao assumir-se enquanto Homem teve uma família natural, como qualquer um de nós. Maria e José foram escolhidos por Deus para seus pais e como tal tiveram uma vida normal, durante a qual o trabalho era a fonte de rendimento que lhes permitia sobreviver.
José, o pai, trabalhava como carpinteiro na cidade de Nazaré. Nesse tempo, os filhos aprendiam e seguiam a profissão dos pais. É aceite entre os historiadores que Jesus deve ter acompanhado seu pai no trabalho de carpintaria até à idade de 30 anos, dado que os relatos da vida pública são a partir dessa fase.
José era um homem simples, crê-se que não tinha estudos, mas isso não o impedia de ser um bom profissional.
Pouco sabemos da vida de S. José, mas certamente que era um profissional competente e rigoroso, pois só dessa forma poderia ensinar Jesus.
Deus quando criou o homem concedeu-lhe para além da vida, todas as condições de sobrevivência, mas impôs-lhe uma condição para tal: o trabalho.
Hoje, há muitas profissões que se aprendem ao longo de mais de quinze anos de ensino, os primeiros de conhecimentos gerais e os restantes de matérias específicas.
Mas nos últimos cinquenta anos nem sempre foi assim. Reportando-nos à década de 50, qualquer português que tivesse algumas possibilidades económicas fazia a 4a classe do ensino primário ou elementar, mas quem não as tinha, nem sequer ia à escola.
após a conclusão do ensino elementar havia duas opções, seguir o liceu ou o ensino das escolas industriais e comerciais – de onde saíram bons profissionais.
Com a chamada revolução de 25 de abril de 1974 chegaram ao poder novas correntes políticas e com elas outros conceitos, uns melhores, outros piores. O sector da Educação em Portugal – que nunca foi uma prioridade de qualquer governo, desde os tempos da Monarquia – foi um dos que mais reflectiram os ideais políticos dos responsáveis de então e até aos nossos tempos.
as escolas industriais e comerciais de outrora foram perdendo influência enquanto tal e passaram a ser de elite, integradas na rede de ensino superior (politécnico) ou seja, deixaram de formar serralheiros, mecânicos, desenhadores e outros, para introduzir novos tipos de profissionais com mais conhecimentos, mas de costas voltadas para o mercado de trabalho.
Estatística recente de 2008 revela que 40% dos jovens entre 18 e 24 anos não vai além do ensino básico, abandonam-no sem qualquer formação específica.
Um povo com cultura e educação em todas as vertentes é mais crítico perante a desorganização, a injustiça e outras falhas daqueles que governam, por isso não lhes convém, porque o que verdadeiramente interessa aos políticos é ter um povo obediente e contribuinte.
Está por fazer a reforma da educação em Portugal, tendo como objectivo a formação das pessoas para a vida activa, para quando os responsáveis assumem essa obrigação?