a Igreja que vai receber o Papa passou por «grandes provações» nos anos de guerra, com a morte de muitos religiosos, afirma o bispo de Cabinda
a Igreja que vai receber o Papa passou por «grandes provações» nos anos de guerra, com a morte de muitos religiosos, afirma o bispo de CabindaFilomeno Vieira Dias afirma que os 27 anos de guerra marcaram profundamente a vida da Igreja, porque as alegrias e as tristezas de um povo são também as tristezas e as alegrias da Igreja. Foram anos de grande provação. O prelado que dirige a comissão episcopal que organiza a visita de Bento XVI recorda que a Igreja pagou, directamente, um preço elevado pela sua acção durante o conflito.
Morreram 25 sacerdotes, em resultado de emboscadas, assassinatos, em situações muitas vezes inexplicáveis, religiosas, catequistas, igrejas e seminários foram destruídos e muitas estruturas ficaram inoperacionais, descreve, citado pela Lusa.
até 2002, o ano do fim da guerra em angola, em muitos lugares, a única presença aglutinadora que dava algum conforto às populações era a dos missionários, recorda o bispo. a visita de Bento XVI é sempre provocadora, questionadora, estimulante, provoca uma interrogação sobre a Igreja neste contexto histórico.