Nesta quaresma, a Igreja propõe-nos um tempo de reflexão profunda, onde inclui três linhas fundamentais: a oração, a esmola e o jejum
Nesta quaresma, a Igreja propõe-nos um tempo de reflexão profunda, onde inclui três linhas fundamentais: a oração, a esmola e o jejumLembra-te que és pó e em pó te hás de converter, são palavras que ouvimos quando o sacerdote impõe as cinzas no dia solene que lhe é dedicado.
Santo antónio disse O pó futuro, em que nos havemos de converter, é visível à vista, mas o pó presente, o pó que somos, como poderemos entender essa verdade?
a Igreja ao lembrar a nossa origem e fim enquanto seres humanos, incita-nos a um peregrinar rumo à pátria definitiva.
É um convite renovado para a prática de uma vida mais solidária, justa e humana.
Para nós, enquanto cristãos, a oração, a esmola e o jejum deverão ser as linhas mestras para a preparação da vinda do Senhor Ressuscitado e por elas pautar a nossa acção em favor dos outros, especialmente os mais carecidos.
É mesmo uma proposta de vida e como tal devemos encará-la como ponto de partida e de chegada, simultaneamente, tendo em vista a vida eterna.
Para viver esta realidade, temos de nos opor a toda a forma de descriminação do ser humano e lutar a favor da sua dignidade, em detrimento da marginalização e opressão que o atinge.
Devemos abominar todo o atropelo, violência, mentira e corrupção de que são alvo os mais fracos.
Esta poderá ser uma opção concreta, mas deverá seguir duas vias que a complementam: aquela que contempla o nosso próximo e a da nossa interioridade.
a acção em favor dos outros só poderá ser sincera desde que tenhamos a certeza de que é o caminho certo. Essa avaliação é um acto íntimo e único.
Quanto a nós, sabemos que a Vida que o Criador nos concedeu, enquanto humanos, teve um princípio, mas não devemos esquecer que ela terá um fim. a vida que vivemos é apenas um intervalo e como tal é nossa obrigação prepararmo-nos para o fim, em consciência e adequadamente.
Não é fácil viver e pensar na morte, mas esse é o desafio que deveremos enfrentar diariamente, só assim a nossa vida poderá ter sentido.
Mas voltemos a S. antónio que disse: tomemos cada dia uma hora em que cuidemos bem naquela hora, referindo-se ao pensamento do ser e da alma perante Deus.
Para ajudar na procura da felicidade suprema, S. antónio aconselhou que nos questionássemos: Quanto tenho vivido? Como vivi? Quanto posso viver? Como é bem que viva? Paz e bem para todos.