O desafio foi lançado por Octávio Carmo, na abertura da Semana de estudos da vida consagrada: «Não há espaços em branco na internet. Se não o ocuparmos, alguém o vai ocupar por nós»
O desafio foi lançado por Octávio Carmo, na abertura da Semana de estudos da vida consagrada: «Não há espaços em branco na internet. Se não o ocuparmos, alguém o vai ocupar por nós»Neste mundo globalizado, ligado entre si, as propostas de vida religiosa são, apenas mais uma. agora, há uma viagem virtual que tem de ser feita, tal como a viagem de São Paulo foi física, há dois mil anos.
O jornalista da Ecclesia desafiou as religiosas e religiosos que participam na XXV Semana de estudos da vida consagrada, dedicada ao tema São Paulo e a vida consagrada a darem maior atenção às novas tecnologias. O apelo foi feito para que estejam no Messenger, disponíveis para responder a quem os procura; que tenham chats que alguém modere, também para dar respostas.
Num tempo em que a pressa e a ignorância são as notas dominantes, é preciso redefinir a linguagem para chegar a novos públicos, defendeu Octávio Carmo. Se são, apenas, embrulhos novos para uma mensagem antiga as coisas não vão funcionar, defendeu.
É preciso não querer dizer tudo de uma vez e ir deixando pistas. Ou seja, torna-se necessário provocar, porque se for bem feito, a pessoa há-de querer saber mais, salientou o orador na sua conferência sobre Paulo e os novos areópagos.
O jornalista alertou para a irrelevância a que, cada vez mais, o catolicismo está votado e sublinhou que, num tempo de redescoberta do espiritual e, paradoxalmente, de desvalorização crescente da religião institucional, é tarefa dos crentes adoptar um discurso adequado aos novos meios disponíveis.
O que implica que este discurso não seja completamente alheio à linguagem e às sonoridades que as novas gerações se vão habituando a ouvir. Ficar de fora desta carruagem – por opção, ignorância ou negligência – é esquecer a coragem e o génio do apóstolo, que esteve sempre na linha da frente para anunciar aquilo em que acreditava, defendeu Octávio Carmo, apontando o exemplo dado pelo Papa, no You Tube.