«O individualismo ‘pós-moderno’ na cultura, retraindo as expectativas à compensação imediata de cada qual; e grande frustração social e económica, na presente crise global»
«O individualismo ‘pós-moderno’ na cultura, retraindo as expectativas à compensação imediata de cada qual; e grande frustração social e económica, na presente crise global»O presidente da Comissão episcopal da cultura, bens culturais e comunicações sociais falava em Fátima, a 31 de Janeiro, no encontro nacional de referentes da Pastoral da cultura, promovido pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC). aos representantes das várias dioceses, na intervenção Costurar o presente com as linhas do futuro, o prelado apontou as datas de 1810, 1910, 2010como desafiantes para uma pastoral da cultura.
as duas primeiras datas referidas sinalizam grandes desafios, feitos ao catolicismo português no passado. a última aparece como desafio actual, igualmente grande e iniludível, firmou aos representantes das várias dioceses do país. Na sociedade actual, o pós-modernismo ‘compreende-se’, porque a frustração verificou-se primeiro em relação aos grandes desígnios ideológicos que se arrastaram até há trinta anos, disse.
O bispo do Porto defende que o pós-modernismo é pouco propenso a levar a sério a ligação de cada um aos outros e à sua própria extensão, enquanto projecto e sentido. Trata-se de algo efémero.
O especialista em História da Igreja assinalou que a Igreja católica não vai fazer comemorações do 5 de Outubro (centenário da República), uma data que, sendo da sociedade portuguesa, servirá para potenciar uma reflexão cultural acerca desta realidade que se chama Portugal. até 2011, a Pastoral da cultura 2011 promove um ciclo de reflexão sobre a identidade portuguesa que passará pelo centenário da República e pelas Invasões Francesas, de cujos escombros nasce o Portugal contemporâneo.