“Se algum povo, ao longo da história humana, foi capaz de viver profundamente a interculturalidade e a tolerância face a outras culturas e outras gentes, este povo foi, e ainda é, o povo português”
“Se algum povo, ao longo da história humana, foi capaz de viver profundamente a interculturalidade e a tolerância face a outras culturas e outras gentes, este povo foi, e ainda é, o povo português”Hoje como outrora, temos de olhar para estes portugueses ousados como símbolos das potencialidades da nossa identidade, forjada ao longo dos séculos pelos valores da esperança cristã, que nos alarga os horizontes e desperta as virtualidades para vencer os desafios e as crises do presente, mas de um modo solidário e fraterno, escreve o presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.
Na mensagem para este dia, o também bispo de Beja, antónio Vitalino Dantas recorda que se assinala o ano europeu do diálogo intercultural bem como a investida dos portugueses que portugueses foram capazes de se estender por toda a parte, levando a nossa língua, a nossa cultura e também a fé, ao seio de outras comunidades e de outros povos.
O prelado considera que a actual situação económica, com o abrandamento do crescimento nos países desenvolvidos não pode arrastar-nos para uma crise dos valores da solidariedade, da compreensão, do amor ao necessitado, ao menos capaz de acompanhar o ritmo acelerado do desenvolvimento económico e tecnológico. Ou damos as mãos uns aos outros ou ficamos todos pelo caminho.
O responsável dirigiu ainda uma saudação particular aos missionários: sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, que, ao serviço das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, dão o seu melhor na construção da Igreja de Cristo, procurando incarnar no seio das comunidades os valores do humanismo evangélico.