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Um milhão de árvores para proteger santuário arqueológico
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/01/2020 | 07:01
Governo peruano iniciou uma campanha de reflorestamento para travar os deslizamentos de terras e salvaguardar a área de Machu Picchu, um importante símbolo da cultura inca
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Um milhão de árvores é quanto o governo do Peru quer plantar na zona de amortecimento do santuário arqueológico de Machu Picchu, para defender o símbolo inca das chuvas e deslizamentos de terras. «É uma obrigação do governo, da região, do município e dos cidadãos que querem proteger uma das maravilhas do mundo», afirmou o Presidente peruano, na atividade de lançamento da campanha.

A cidadela, localizada na província de Urubamba, a 80 quilómetros a noroeste da cidade de Cuzco, antiga capital do império inca (séculos XV e XVI), há anos que sofre a ameaça de deslizamentos no inverno, por causa das intensas chuvas, e incêndios no verão. Para travar os efeitos nefastos que estes fenómenos podem provocar em Machu Picchu, os especialistas em ambiente propuseram o plantio de árvores no cinturão ecológico, para proteger o santuário e a flora e fauna que a cercam.

O templo foi encontrado em 1911 pelo expedicionário americano Hiram Bingham e considerado Património da Humanidade pela Unesco em 1983. O complexo arqueológico é uma área de proteção com mais de 35 mil hectares no Peru, encravado na densa selva das yungas, situada na parte oriental dos Andes peruanos, nas margens do rio Urubamba.
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