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Portugal
Nova associação quer reunir com governo
Famílias dos presos queixam-se da comida
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 25/07/2012 | 17:30
Pedem a revogação do regulamento que proíbe a entrada de mais do que um quilo de mantimentos nas cadeias. E vão solicitar a intervenção de várias entidades, entre elas a Conferência Episcopal Portuguesa, para que alimentção nas prisões seja melhorada
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«Antes, conseguia-se levar duas sacas de comida, o que dava um certo conforto aos reclusos. Agora, apenas pode levar-se um quilo por semana, o que dá quatro laranjas ou meio frango», queixou-se a coordenadora do embrionário Movimento Nacional das Famílias e Amigos dos Reclusos (MNFAR), Susana Martins Araújo, esta quarta-feira, à agência Lusa.

Segundo a ativista, a alimentação fornecida pelos estabelecimentos prisionais é «pobre e pouco variada» e o jantar é dado «à hora do lanche», o que faz com que os reclusos estejam muitas horas sem comer. «É certo que estão a cumprir um castigo, mas isto é desumano», sublinhou a responsável, acrescentando que muitos dos detidos sentem até dificuldades para terem acesso a «um simples banho de água quente».

O MNFAR deverá ser apresentado publicamente no final da próxima semana, em Santo Tirso, e tem como objetivo promover um «grande, aberto e sério debate» sobre o sistema prisional português. Para expor os seus pontos de vista, o movimento vai pedir, em setembro, reuniões com o governo, a Assembleia da República, Conferência Episcopal Portuguesa, Ordem dos Advogados e Amnistia Internacional, adiantou Susana Araújo.
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