O presidente Sarkozy agitou a sociedade francesa ao defender as “raízes cristãs” do país e ao actualizar a visão sobre o laicismo
O presidente Sarkozy agitou a sociedade francesa ao defender as “raízes cristãs” do país e ao actualizar a visão sobre o laicismo a maçonaria francesa está inquieta com uma eventual modificação da lei de 1905 sobre a laicidade, depois de um discurso do Presidente de França, Nicolas Sarkozy, na capital italiana, na sua visita a Roma e ao Vaticano, a favor de uma laicidade positiva. a Grande Loja Feminina de França (GLFF) exprimiu esta sexta-feira a sua inquietude perante essa possível mexida.
Depois da comissão Machelon que protagonizou um verdadeiro recuo no princípio da laicidade, o discurso pronunciado recentemente [na basílica de] São João de Latrão [em Roma] pelo Presidente da República por uma laicidade positiva’ obriga a Grande Loja Feminina de França a dar conta da sua inquietude, quanto a todas as iniciativas que, de uma maneira ou de outra, possam modificar ou completar a lei 1905 e assim atingindo o princípio republicano de separação das igrejas e do Estado, afirmou a GLFF em comunicado, citado pela aFP.
Para esta loja maçónica, o regresso à necessidade de se ter em conta a religião na esfera pública é visto como uma regressão histórica e um atentado intolerável às nossas liberdades fundamentais, à liberdade de crer, de não crer ou de crer noutro.
a 19 de Dezembro, Nicolas Sarkozy, num discurso em que defendeu as raízes cristãs da França, disse que o regime francês da laicidade é hoje uma liberdade: liberdade de crer ou de não crer, liberdade de praticar uma religião e uma liberdade de mudar, liberdade de ser ferido na sua consciência por práticas ostentatórias, liberdade para os pais darem às suas crianças uma educação conforme às suas convicções, liberdade de não ser discriminado pela administração [pública] em função da sua crença.

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