“Não estamos prontos para uma abertura completa do mercado”, declara o presidente de São Tomé e Prí­ncipe
“Não estamos prontos para uma abertura completa do mercado”, declara o presidente de São Tomé e Prí­ncipeCom estas palavras Fradique de Menezes rejeitou a proposta. Os acordos de parceria económica (aPE) com a União Europeia foram propostos na cimeira de Lisboa e causaram uma certa fricção antes do encerramento.
Segundo o chefe de estado são-tomense, que se coloca ao lado do Senegal e da África do Sul, a abertura dos mercados internacionais constituiria um um forte shock para a economia do pequeno arquipélago. Recorde-se que a sua principal exportação é o cacau.
Neste momento devo anunciar que as condições para a assinatura dos aPE não estão criadas, acrescentou Fradique de Menezes. O presidente recordou que São Tomé deverá realizar, primeiro, outros projectos, como o relançamento da agricultura e a reforma monetária, antes de entrar numa aventura, como a assinatura dos aPE.
Discutidos na cimeira de 8 e 9 de Dezembro, os acordos aPE foram fonte de discórdia e recusa de vários países africanos. Na impossibilidade de serem assinados antes do final do ano, como previsto, foram celebrados acordos intermédios com alguns países. Os outros já denunciaram o carácter iníquo dos acordos para os países produtores menos favorecidos.

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