O secretário-geral das nações Unidas, após uma digressão de uma semana em África, regressa a Nova Iorque com o sentimento de registar progressos no dossier Darfur
O secretário-geral das nações Unidas, após uma digressão de uma semana em África, regressa a Nova Iorque com o sentimento de registar progressos no dossier DarfurO caminho da paz é ainda longo, antes da resolução final do conflito. Mas Ban Ki-moon declarou no final da sua viagem que regressava confiante após sucessivas visitas ao Chade, Líbia e Sudão, de que o Darfur faz parte.
Eu acredito que fizemos um progresso sensível no caminho da paz e da segurança no Darfur, declarou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU) á partida de Tripoli para Nova Iorque. É encorajador. Mas devemos continuar este esforço.
Ban Ki-moon referia-se ao acordo do governo sudanês para o envio de uma força híbrida da ONU e da U a (União africana) de 26 mil homens para o Darfur. Referia-se ainda à promessa do presidente sudanês Omar el-Béchir de cooperar na implantação rápida e eficaz desta força.
O acordo foi difícil de conseguir. agora vai necessitar de longos meses de conversações, assim como do envolvimento pessoal do secretário-geral para se tornar efectivo e eficaz. O chefe da ONU anunciou já o retomar das negociações da paz do Darfur entre o governo sudanês e os grupos rebeldes para 27 de Outubro na Líbia.
Passaram quatro anos e meio desde o início do conflito do Darfur em Fevereiro de 2003. a ONU conta 200 mil mortos e dois milhões de deslocados. Entretanto o conflito persiste no dia-a-dia, provocando um rol sem fim de violências. Cartum contesta os números referidos, apontando apenas para nove mil mortos.

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