Crianças moçambicanas deslocadas internas que pertenciam aos distritos de Muidumbe, Quissanga e Mocímboa da Praia, e que agora se encontram no bairro de Mahate, em Pemba (Cabo Delgado), registadas no projeto ‘Karibu – Reintegração escolar de crianças deslocadas’, obtiveram documentos pessoais. Algumas delas pela primeira vez, outras a refazê-los, porque “perderam os seus documentos durante a fuga dos ataques às suas aldeias”, explica a Helpo, uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa, envolvida na iniciativa.

Os familiares destes menores “também tiveram a oportunidade de emitir e/ou renovar as suas certidões de nascimento e bilhetes de identidade”, refere o organismo português. No total, “foram beneficiadas 263 crianças e 665 familiares”, no âmbito do projeto ‘Caravana Jurídica do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)’, implementado pela Universidade Católica de Moçambique (UCM), que, para além do apoio na documentação da população deslocada na província de Cabo Delgado, também “tem prestado apoio e assistência jurídica a essas famílias”.

A ‘Caravana Jurídica do ACNUR’ deverá permanecer no bairro de Mahate ao longo das “próximas semanas”, com o objetivo de “apoiar mais de 5000 pessoas deslocadas com as suas documentações, de forma gratuita”, destaca a Helpo, salientando que este é um “valioso apoio” prestado pela Universidade Católica de Moçambique, que “garante um direito que também é sinal de esperança e dignidade a estas pessoas que vivem momentos tão difíceis”.

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