Com o objetivo de proteger, capacitar e apoiar as vítimas de crimes eletrónicos, foi desenvolvido um manual de procedimentos que visa “educar os utilizadores da internet sobre conceitos relevantes em matéria de cibercrime, para que estejam mais bem equipados para tomar medidas caso se tornem vítimas”, e ainda “evitar que estes crimes prejudiquem mais utilizadores da internet”, explicam os serviços de comunicação da APAV.

Além de um manual de procedimentos nesta área, foi também criado um manual de formação que “aborda a compreensão dos fenómenos e o enquadramento legal” do cibercrime, dando ainda conta de “aspetos e técnicas a adotar em caso de assistência às vítimas de cibercriminalidade, para além de um conjunto de recomendações para ajudar a esclarecer eventuais questões e facilitar o trabalho de campo”. Está ainda disponível o policy paper, um documento de política que “promove a investigação profissional e o acesso à educação dos riscos cibernéticos e à elaboração de relatórios”. Todos estes documentos encontram-se disponíveis online em quatro idiomas – português, inglês, romeno e alemão.

Esta iniciativa acontece no âmbito do “Projeto ROAR: empoderamento às vítimas de cibercrime”, que foi desenvolvido pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em parceria com a Procuradoria-Geral da República, a Altice Portugal, a Guarda Nacional Republicana, Weisser Ring (Alemanha) e Equality and Human Rights Action Centre (Roménia) e co-financiado pelo Fundo para a Segurança Interna / Polícia da União Europeia.

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